O déficit de infraestrutura no Paraguai já supera os US$ 35 bilhões, segundo estimativas de organismos multilaterais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a CAF. O Banco Mundial, por sua vez, projeta uma brecha de até US$ 30 bilhões até 2030.
Gustavo Masi, diretor da Câmara Vial Paraguaya (Cavialpa), alertou que o país enfrenta um problema crônico também nas rodovias já existentes. Segundo ele, tarifas de pedágio entre Gs 5.000 e Gs 10.000, combinadas com a escassa quantidade de praças de cobrança, são totalmente insuficientes para manter a rede viária em condições.
Masi explicou que muitas estradas já apresentam deformações visíveis e sulcos profundos no pavimento. Esses pacotes estruturais são calculados para um tráfego projetado de 10 anos, e até pontes dimensionadas para durar 50 ou 100 anos dependem de manutenção contínua.
Ele também apontou que o baixo volume de tráfego inviabiliza novos projetos em parcerias público-privadas (APPs). Contratos desse porte exigem entre US$ 100 milhões e US$ 200 milhões, e a falta de tráfego suficiente para amortizar o investimento poderia levar a tarifas de até Gs 30.000 por veículo no interior, inviabilizando politicamente os projetos.
