Presidente inaugura bloco oncológico em Caazapá e promete saúde de “primeiro nível”

Santiago Peña abriu o novo bloco oncológico do Hospital Regional de Caazapá, destacando investimentos históricos e a meta de equiparar o atendimento público ao de hospitais privados de elite. A promessa ocorre em meio a críticas recorrentes sobre falta de medicamentos e especialistas no sistema de saúde.

Presidente inaugura bloco oncológico em Caazapá e promete saúde de “primeiro nível”

Na manhã de 22 de maio, o presidente Santiago Peña, acompanhado da ministra da Saúde, María Teresa Barán, e autoridades regionais, inaugurou o novo bloco oncológico do Hospital Regional de Caazapá. O espaço, financiado com G. 668,7 milhões pela Entidade Binacional Yacyretá (EBY) e construído pela Governadoria através do Conselho Regional de Saúde, inclui equipamentos biomédicos avançados para tratamento de câncer.

Peña usou o evento para reforçar o discurso de descentralização e igualdade no acesso à saúde, afirmando que seu governo não descansará até que todos os paraguaios recebam “a mesma qualidade de atenção”, independentemente de viverem na capital ou no interior. “Não podemos aceitar que um compatriota morra por falta de atendimento rápido”, declarou.

O presidente destacou que o Instituto Nacional do Câncer (INCAN) recebeu o maior orçamento da história do país e que a disponibilidade de medicamentos melhorou. Também anunciou o início da construção do novo Hospital Nacional de Itauguá, que, segundo ele, será “o maior e mais moderno do Paraguai” e um referencial para a América do Sul.

Peña comparou a meta de seu governo ao padrão de hospitais privados de alto custo, como o Albert Einstein em São Paulo, dizendo que o mesmo nível de atendimento deve estar ao alcance da população geral. “Queremos que o que os paraguaios mais ricos conseguem no Einstein também esteja disponível aqui, sem ser privilégio”, afirmou.

Apesar das promessas, especialistas e pacientes continuam apontando a crônica escassez de medicamentos oncológicos básicos e a falta de especialistas como obstáculos à sustentabilidade do novo serviço. Muitos recorrem a processos judiciais para garantir o acesso a tratamentos, evidenciando que o investimento em infraestrutura ainda não resolve os problemas de abastecimento e gestão de recursos.

O bloco oncológico de Caazapá representa, portanto, um avanço material, mas sua efetividade dependerá de políticas que garantam o suprimento contínuo de fármacos e a presença de profissionais qualificados nas regiões fora da capital. Além disso, o desenvolvimento dessa infraestrutura pode fortalecer a cooperação regional em saúde e contribuir para a segurança sanitária transfronteiriça, além de melhorar o ambiente de investimentos no setor.