Processamento de soja cresce 12% no primeiro semestre e impulsiona exportações no Paraguai

A indústria paraguaia de soja registrou um crescimento de 12% no processamento no primeiro semestre de 2026, impulsionando as exportações de derivados e a receita gerada pela cadeia de valor.

Processamento de soja cresce 12% no primeiro semestre e impulsiona exportações no Paraguai

A indústria paraguaia de processamento de soja registrou um crescimento significativo no primeiro semestre de 2026, com a moagem acumulada alcançando 1.852.989 toneladas, um aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados pela Câmara Paraguaia de Processadores de Oleaginosas e Cereais (Cappro).

Para encontrar um volume superior em um primeiro semestre, é necessário retroceder até 2018, ano que detém o recorde histórico de processamento, quando a moagem ultrapassou 1,9 milhão de toneladas. Apenas no mês de junho de 2026, foram processadas 367.032 toneladas de soja, um acréscimo de aproximadamente 59 mil toneladas em comparação com junho de 2025, mantendo a tendência positiva do setor.

O bom desempenho se refletiu nas exportações. As vendas externas de derivados industriais – como óleo, farelo e casca de soja – geraram uma receita de US$ 709,63 milhões entre janeiro e junho, valor 21% superior ao acumulado no primeiro semestre de 2025. O óleo de soja foi um dos protagonistas: o volume exportado cresceu 4%, enquanto o valor gerado aumentou 22%, impulsionado por melhores preços internacionais.

Quando somadas as exportações de soja em grão e de seus derivados, a cadeia de valor gerou divisas na ordem de US$ 2.983,44 milhões no período, representando 46% de todas as exportações do Paraguai na primeira metade do ano, um aumento de oito pontos percentuais em relação a 2025.

O crescimento da agroindústria tem um efeito cascata sobre outros setores. De acordo com a Cappro, o dinamismo beneficia não apenas fornecedores diretos, mas também outras indústrias que utilizam o óleo, a farinha ou a casca de soja como insumos, como a pecuária, a indústria de alimentos e a produção de biocombustíveis.

A utilização da capacidade instalada de processamento chegou a 78% no final do semestre, uma melhora de três pontos percentuais em relação a maio, mas mantendo-se estável na comparação anual. O setor defende a promoção de uma política industrial para fortalecer a competitividade do processamento local e aproveitar ainda mais a capacidade ociosa, com expectativas de manter um bom ritmo de agregação de valor no segundo semestre.

O processamento de outras oleaginosas também apresentou crescimento, com uma moagem de 31.678 toneladas em junho, um aumento de 4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

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Fontes (2)

Atualizado: 2 de ago. de 2026, 00:16