Produção Agrícola e Mineral Impulsionam Economia Paraguaia
A produção de cebola no Paraguai enfrenta desafios climáticos iniciais, mas busca rentabilidade e melhorias no cultivo, enquanto a indústria do basalto consolida seu impacto econômico, com Alto Paraná liderando a produção nacional.
A produção de cebola no Paraguai está em uma fase inicial de desenvolvimento, com atrasos no crescimento das mudas devido às condições climáticas recentes. O engenheiro agrônomo Diego Garcete explicou que a maioria dos produtores ainda mantém as cebolas em viveiros, e as chuvas e a umidade das últimas semanas causaram atrasos. As principais regiões produtoras na região Oriental incluem Caaguazú, Paraguarí e Itapúa, enquanto Boquerón se destaca na região Ocidental, inclusive com a participação de comunidades indígenas.
Garcete enfatiza que, embora a cebola se adapte a diversos tipos de solo com nutrição e água adequadas, o excesso de umidade é um problema, favorecendo climas secos. O país utiliza diversas variedades híbridas, mas há necessidade de melhorias em nutrição, manejo do cultivo, uso de agrodefensivos e manejo pós-colheita para aumentar o rendimento por hectare.
O Ministério de Agricultura e Pecuária (MAG) foca no manejo adequado do solo, com treinamentos sobre rotação de culturas, análise de solo, nutrição e controle de pragas. Alguns produtores já implementam sistemas de plantio mecanizado. Pequenos produtores alcançam entre 10.000 e 12.000 kg/ha, intermediários entre 18.000 e 25.000 kg/ha, e grandes produtores, com novas tecnologias, superam 40.000 kg/ha. O rendimento médio nacional varia de 12.000 kg/ha em anos difíceis a 18.000 kg/ha em anos favoráveis. O custo de produção por hectare de cebola é de aproximadamente G. 40 milhões, e o setor gera muita mão de obra, com potencial de retorno de até 53% em boas campanhas.
Para evitar a saturação do mercado e a queda de preços, o MAG trabalha em uma estratégia de zoneamento da produção nacional, visando estender a disponibilidade do produto paraguaio. A Direção de Extensão Agrária (DEAg) apoia os produtores com seleção, capacitação e fornecimento de sementes, beneficiando 4.249 produtores este ano.
Paralelamente, a indústria do basalto fortalece seu impacto econômico no Paraguai. Alto Paraná lidera a produção nacional, gerando cerca de USD 44,96 milhões anualmente, o que representa 44,38% do total nacional. O departamento concentra 20 pedreiras de basalto, o maior número do país. Presidente Hayes ocupa o segundo lugar, com receitas anuais estimadas em USD 17,18 milhões, equivalentes a 16,96% do total. Juntos, esses dois departamentos respondem por mais de 61% das receitas projetadas da comercialização de basalto. Itapúa também se destaca no setor. Os dados, provenientes da Direção de Recursos Minerais do Viceministério de Minas e Energia do MOPC, refletem a crescente demanda por materiais pétreos para obras públicas e privadas, impulsionando a expansão da atividade e gerando movimento econômico em transporte, logística e emprego.