Produtores propõem elevar para 40% a compra nacional no programa Hambre Cero

O Gremio de Productores Frutihortícolas do Paraguai apresentou ao Senado uma proposta para ampliar de 10% para 40% a obrigatoriedade de aquisição de produção nacional no programa de alimentação escolar Hambre Cero, visando fortalecer agricultores organizados e formalizados.

O Gremio de Productores Frutihortícolas do Paraguai propôs aumentar de 10% para 40% a cota mínima de compra de produção nacional no âmbito do programa Hambre Cero, iniciativa de alimentação escolar. A sugestão foi apresentada durante reunião com senadores, conforme informou o coordenador da entidade, Máximo González.

“Propomos como gremio que o programa Hambre Cero garanta um 40% de compra de produção nacional, fortalecendo os produtores organizados e formalizados do Paraguai”, declarou González. A medida também prevê prioridade para comitês e associações de produtores que estejam com a emissão de notas fiscais em dia, com o objetivo de estimular a formalização e ampliar a participação de pequenos agricultores nas compras públicas.

Atualmente, a exigência legal para aquisição de alimentos nacionais no programa é de 10%. A proposta do gremio, se aprovada, quadruplicaria esse percentual, potencialmente redirecionando um volume maior de recursos públicos para a agricultura familiar e organizada do país.