A safra de soja no Chaco paraguaio voltou a demonstrar o potencial produtivo da região, com rendimentos que se aproximam dos registrados na Região Oriental. Segundo a consultoria StoneX, a média de produtividade na região Ocidental atingiu 2,4 toneladas por hectare, com lotes pontuais chegando a 4 toneladas por hectare — um marco para a zona chaqueña, historicamente considerada menos produtiva.
Larissa Barboza Álvarez, analista sênior da StoneX, atribuiu o bom desempenho ao comportamento das chuvas durante a campanha, que favoreceu os rendimentos no início da colheita. A Região Oriental, por sua vez, registrou média de pouco mais de 3 toneladas por hectare, com lotes alcançando até 6 toneladas por hectare, o que, segundo a analista, indica que ainda há margem para incrementar sistematicamente a produtividade na principal região agrícola do país.
A colheita no Chaco apresenta avanço médio de 60%, com o departamento de Boquerón liderando os trabalhos. A expectativa é que as atividades sejam concluídas até meados de junho, encerrando oficialmente a campanha de soja no Paraguai.
Barboza destacou que os solos do Chaco são naturalmente férteis e, em alguns casos, dispensam fertilização. O principal desafio continua sendo a irregularidade das precipitações, embora alguns produtores já avaliem a possibilidade de semear soja de primavera sob sistemas de irrigação.
A área semeada no Chaco passou de 150 mil para quase 157 mil hectares, e a produção esperada subiu de 331 mil para 376 mil toneladas. Somando ambas as regiões, a safra principal alcança 10,94 milhões de toneladas. Considerando ainda uma safrinha de 1,40 milhão de toneladas, a produção total paraguaia de soja para o ciclo 2025-26 se situa em 12,34 milhões de toneladas.