O setor cervejeiro no Paraguai é um dos mais dinâmicos da indústria de bebidas, com um mercado de cerca de 5 milhões de hectolitros por ano e uma rede de aproximadamente 45 mil pontos de venda em todo o país. A avaliação foi feita pela Câmara Paraguaia de Bebidas Alcoólicas (Capaba) por ocasião do Dia Internacional da Cerveza, celebrado nesta sexta-feira, primeiro de agosto.
Hugo Alonso, presidente da junta direta da Capaba, destacou o peso econômico da cadeia produtiva, que gera cerca de 5 mil empregos diretos e aproximadamente 30 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Os empregos estão vinculados a áreas como logística, transporte, comércio, gastronomia, hotelaria, fabricação de embalagens e etiquetas, publicidade, eventos e distribuição.
Alonso afirmou que a indústria mobiliza uma extensa rede de fornecedores nacionais, sendo um fator relevante para milhares de pequenas e médias empresas. Ele também ressaltou que os investimentos permanentes em tecnologia, eficiência produtiva, práticas sustentáveis e inovação fortalecem a competitividade e geram um efeito multiplicador na economia nacional.
O dirigente mencionou que, apesar do contrabando "sustentado" de produtos de países vizinhos – que, segundo ele, gera concorrência desleal –, a indústria cervejeira local continua sendo uma das principais contribuintes fiscais, impulsiona a formalização econômica e promove a incorporação de tecnologia.
A produção nacional mantém uma posição predominante no mercado local, com cerca de 80% de participação, impulsionada pela capacidade industrial, desenvolvimento de marcas, rede de distribuição e identificação com os gostos dos consumidores. As cervejas importadas complementam a oferta com estilos diferenciados, aumentando a diversidade.
O mercado paraguaio mostra uma evolução com a convivência de marcas nacionais e internacionais, o que, segundo Alonso, gera uma competição que eleva os padrões de qualidade, inovação e investimento. Todos os segmentos – industrial, premium, artesanal e sem álcool – apresentam oportunidades de crescimento, embora com dinâmicas diferentes.
As cervejas de fabricação local representam o maior volume, enquanto as categorias premium têm crescimento sustentado. As variedades com baixa graduação ou sem álcool ganham relevância, seguindo uma tendência mundial. Já o segmento artesanal fortalece o empreendedorismo local e enriquece a cultura cervejeira nacional, demonstrando a maturidade do mercado.
Para Alonso, o Dia Internacional da Cerveza é uma oportunidade para reconhecer o aporte de toda uma cadeia produtiva que contribui diariamente para o desenvolvimento econômico do país.
