O governo da Bolívia afirmou nesta segunda-feira (18) que identificou supostos grupos armados entre os manifestantes que marcham em direção a La Paz para exigir a renúncia do presidente Rodrigo Paz. O porta-voz presidencial, José Luis Gálvez, apontou um ex-funcionário do Ministério da Defesa como líder de uma facção radical que exibiu armas em um vídeo nas redes sociais.
Protestos
El Salvador e Guatemala juntaram-se a oito países latino-americanos, incluindo o Paraguai, em uma declaração conjunta de apoio ao governo do presidente boliviano Rodrigo Paz, em meio a protestos e bloqueios de estradas que já duram 11 dias. O grupo rejeita ações desestabilizadoras e pede diálogo, enquanto a Bolívia inicia operação militar para desobstruir vias.
A Defensoria do Povo da Bolívia reportou 47 detidos e 5 feridos após operação conjunta da polícia e militares para desbloquear rodovias no departamento de La Paz. Confrontos entre manifestantes e forças de segurança deixaram feridos, incluindo jornalistas agredidos. A Central Obrera Boliviana e a Federação de Camponeses de La Paz exigem a renúncia do presidente Luis Arce.