Dalia López obtém prisão domiciliar no caso dos passaportes falsos de Ronaldinho

A empresária Dalia López, processada por supostamente integrar o esquema de passaportes paraguaios falsos que envolveu o ex-jogador Ronaldinho e seu irmão, conseguiu nesta quarta-feira (13) o benefício da prisão domiciliar, conforme decisão do juiz Francisco Acevedo. Ela deixará o regime de reclusão e usará tornozeleira eletrônica, após apresentar fiança imobiliária de cerca de US$ 1,67 milhão.

A empresária Dalia López obteve nesta quarta-feira (13) o benefício da prisão domiciliar, por decisão do juiz Francisco Acevedo, no âmbito do processo judicial aberto pelo caso dos passaportes paraguaios falsos vinculados ao ex-futebolista brasileiro Ronaldinho e seu irmão Roberto de Assis Moreira, conforme informou o jornal El Nacional.

Com a resolução judicial, López abandonará o regime de reclusão e passará a cumprir prisão domiciliar em sua residência, sob monitoramento permanente mediante o uso de uma tornozeleira eletrônica.

Como parte das medidas impostas pelo juizado, a empresária apresentou uma fiança imobiliária avaliada em aproximadamente US$ 1.670.000, oferta que foi admitida para conceder a mudança de medida cautelar.

Dalia López é processada por supostamente integrar o esquema que facilitou a entrega de documentos paraguaios de conteúdo falso a Ronaldinho e seu irmão durante sua entrada no país em março de 2020. O caso gerou repercussão internacional depois que ambos foram detidos e enviados à prisão após serem detectadas irregularidades nos passaportes utilizados.

A empresária permaneceu foragida durante um longo período antes de se apresentar à Justiça paraguaia, em uma causa que inclui acusações relacionadas à produção mediata de documentos públicos de conteúdo falso e associação criminosa, entre outros fatos investigados pelo Ministério Público.