Bachi Núñez cobra isonomia judicial entre casos de Prieto e Galeano

O presidente do Congresso, Basilio Núñez, pediu que as 50 ações judiciais contra o ex-prefeito de Ciudad del Este, Miguel Prieto, sejam tratadas com o mesmo rigor que o caso do ex-senador Erico Galeano, já condenado a 13 anos de prisão. Núñez questionou a alegação de que o Judiciário seria controlado pelo cartismo, apontando que ministros da Corte Suprema foram indicados por governos anteriores.

O presidente do Congresso Nacional, Basilio Núñez, defendeu que as cerca de 50 ações judiciais contra o ex-prefeito de Ciudad del Este, Miguel Prieto, destituído por corrupção, sejam tratadas com a mesma isonomia que o caso do ex-senador Erico Galeano, já detido no Centro Nacional de Prevenidos (antigo Tacumbú) aguardando a confirmação de uma condenação de 13 anos de prisão.

“Isso desmonta o discurso de um Poder Judicial cartista, para todos os setores que dizem que esse poder é controlado pelo cartismo”, afirmou Núñez em entrevista coletiva. “Enquanto uns têm entre 50 e 60 denúncias e se candidatam a presidente, outros são tratados de forma diferente.”

Prieto, que foi destituído do cargo de prefeito em 19 de agosto de 2025 pela Câmara dos Deputados por atos de corrupção, acelera sua campanha presidencial enquanto enfrenta processos como o caso Tía Chela e o caso Tajy, relacionados a projetos não executados durante a pandemia e supostas superfaturamentos e desvios de fundos.

Núñez também criticou a origem dos ministros da Corte Suprema de Justiça, afirmando que muitos foram indicados por governos anteriores e não pelo atual governo. “Dizem que o Poder Judicial é cartista, mas vários ministros foram colocados por governos abdistas e certos meios de comunicação que são seus aliados”, declarou.

A maioria das denúncias penais contra Prieto foi apresentada pela Contraloría Ciudadana de Ciudad del Este (CCDCE), uma organização não governamental que reúne profissionais de diversas áreas, como advogados, jornalistas, contadores, arquitetos e economistas.