BCP mantém taxa básica de juros em 5,50% e monitora riscos externos

O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Paraguai decidiu por unanimidade manter a taxa básica de juros em 5,50% ao ano, em um cenário de inflação abaixo da meta, crescimento projetado de 4,2% para 2026 e monitoramento de riscos externos como o preço do petróleo e a política monetária dos Estados Unidos.

BCP mantém taxa básica de juros em 5,50% e monitora riscos externos
Ilustração gerada por IA.

O Comitê de Política Monetária (CPM) do Banco Central do Paraguai (BCP) decidiu por unanimidade manter a taxa básica de juros em 5,50% ao ano, em linha com uma postura considerada neutra — sem estímulo adicional nem endurecimento da política. A decisão foi divulgada após a reunião mais recente do comitê.

A autoridade monetária avalia que a economia paraguai segue com dinamismo favorável, com projeção de crescimento de 4,2% para 2026, após uma expansão de 6% em 2025. A inflação mensal de maio ficou em 0,1%, e a variação acumulada em doze meses ficou em 2,4%, abaixo da meta estabelecida pelo BCP.

O comitê destacou que as pressões inflacionárias observadas ao longo de 2026 se concentram em componentes voláveis, sobretudo combustíveis e alguns alimentos, como hortaliças. A alta dos combustíveis superou as projeções iniciais para o ano, mas o impacto teria sido parcialmente compensado por menores pressões nos demais itens da cesta, evitando uma alta generalizada de preços.

No cenário externo, o CPM registrou uma queda importante nos preços do petróleo desde sua última reunião, o que poderia aliviar custos de energia e combustíveis. No entanto, a situação geopolítica no Oriente Médio segue como fonte de incerteza: apesar de avanços diplomáticos recentes, o comitê alertou que uma nova deterioração da situação poderia reativar pressões sobre commodities e preços internos.

Outro fator monitorado é a expectativa dos mercados de que a Reserva Federal dos Estados Unidos eleve a taxa de juros nos próximos meses, movimento com potencial para afetar condições financeiras globais, fluxos de capital e o custo de financiamento. Diante desse quadro, o BCP optou por não alterar a taxa e afirmou que seguirá acompanhando de perto os riscos externos para adotar as medidas necessárias à convergência da inflação para a meta.

Fontes (3)

Atualizado: 24 de jun. de 2026, 09:03