Agentes econômicos consultados pelo Banco Central do Paraguay (BCP) reduziram suas projeções para o dólar em maio e para o fechamento de 2026. A autoridade monetária reiterou que não pretende intervir no câmbio, atribuindo a tendência a fatores globais e locais, como o fortalecimento do guarani e a atração de capitais.
Banco Central del Paraguay
Banco Central del Paraguay es la entidad que publica el índice de confianza del consumidor.
A mais recente edição da Encuesta de Expectativas de Variables Económicas (EVE), do Banco Central do Paraguay (BCP), mostra que os agentes econômicos consultados revisaram para cima a expectativa de inflação anual para 2026, de 3,7% para 3,9%, acima da meta de 3,5%. Ao mesmo tempo, reduziram a projeção para a cotação do dólar no fechamento do ano, de G. 6.700 para G. 6.475.
O Ministério da Economia e Finanças (MEF) do Paraguai divulgou que o déficit fiscal acumulado de janeiro a abril de 2026 foi de 0,8% do PIB, dentro do limite previsto de 1,5%. O resultado reflete receitas moderadas, impacto cambial e gastos em setores estratégicos.
Juan Emilio Galeano, vítima do esquema conhecido como máfia dos pagarés, abordou o presidente da Corte Suprema de Justiça, Alberto Martínez Simón, nos corredores do Palácio da Justiça para reclamar de um embargo de G. 100 milhões que considera ilegal e usurário. Galeano afirmou que prefere ir para a cadeia a pagar a suposta dívida.
A Associação de Empresários Cristãos (ADEC) convoca empresas e empreendedores de todo o Paraguai a se inscreverem nos Prêmios ADEC 2026, com inscrições gratuitas até 31 de maio. A premiação, que já reconheceu 360 organizações em 31 anos, terá cerimônia em 12 de novembro no Banco Central do Paraguai.
A Bolsa de Valores de Assunção (Bvpasa) está trabalhando com o Banco Central do Paraguai para habilitar a negociação de contratos futuros (forwards) de divisas no mercado bursátil, como ferramenta de hedge para empresas importadoras e exportadoras diante da volatilidade do câmbio. O presidente da Bvpasa, Pablo Cheng, também destacou o potencial do programa Investor Pass para atrair capital estrangeiro e dar liquidez ao mercado.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Paraguai caiu para 40,17 pontos em abril de 2026, o menor nível desde o início da série, revertendo a leve melhora de março. A queda ocorre apesar da desvalorização do dólar, refletindo incertezas internas e externas, incluindo a chamada 'economia de guerra' anunciada pelo ex‑ministro da Economia.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Paraguai caiu para 40,17 pontos em abril de 2026, uma queda de 11,15 pontos em relação a março, retornando ao território pessimista. O Índice de Situação Econômica (ISE) despencou para 29,33 pontos, enquanto o Índice de Expectativas Econômicas (IEE) ficou em 51 pontos, ainda no campo otimista. Apenas 15,5% dos entrevistados disseram ter condições de poupar, e a intenção de compra de bens duráveis caiu, exceto para moradias. O Banco Central do Paraguay (BCP) divulgou os dados.
A Prefeitura de Assunção fechou um trecho da rua Presbítero Justo Román por 45 dias para obras de drenagem pluvial na bacia de Santo Domingo. A medida isola ainda mais os bairros Manorá e Santo Domingo, que já sofrem com o colapso viário. A obra, prometida pelo ex-prefeito Óscar Rodríguez com recursos dos títulos G8, está atrasada e foi marcada por denúncias de desvio de fundos.
A Câmara Vial Paraguaia (Cavialpa) cobra do Ministério da Economia e Finanças (MEF) a regulamentação do sistema de factoring para quitar dívidas do Estado com empreiteiras. O setor alerta que os atrasos forçam o endividamento privado e que os pagamentos atuais não reduzem o passivo acumulado.
O Banco Central do Paraguay (BCP) destinou G. 330.084 milhões a medidas de controle monetário entre janeiro e abril de 2026, com leve redução de 3% em relação ao mesmo período de 2025. Os juros dos Instrumentos de Regulação Monetária (IRM) representaram 57% do total.
O crescimento de aplicativos de crédito rápido no Paraguai expõe consumidores a juros que chegam a 60% e taxas administrativas de até 30% do valor emprestado, prática que o Banco Central do Paraguai (BCP) regula, mas que ainda escapa ao controle das autoridades. O modelo de "banca na sombra" também é adotado por redes de eletrodomésticos, que inflam preços e impõem encargos disfarçados para driblar a lei de usura.
O saldo total de cartões de crédito no sistema bancário paraguaio ultrapassou G. 6,6 trilhões (cerca de US$ 1,1 bilhão), com crescimento anual de 30,6%, triplicando o ritmo da economia. A inadimplência atinge 7,9% nas faixas de crédito médio-baixo, enquanto o governo considera a inflação controlada, contrastando com a realidade dos consumidores.
O Banco Central do Paraguai (BCP) comemora a inflação de abril em 2,3%, abaixo da meta de 4%, mas o analista Alejo García argumenta que a queda é artificial, impulsionada pela valorização de 23% do guarani frente ao dólar desde julho de 2025, e não por uma política monetária eficaz. García aponta falhas no ferramental do BCP, como a falta de operações de mercado aberto de alta frequência e a existência de um 'corredor invertido de taxas', que indicam disfuncionalidades estruturais.
O Conselho Nacional de Salários Mínimos (Conasam) enfrenta um impasse sobre o reajuste do salário mínimo, com empresários defendendo a aplicação estrita da lei baseada no IPC e trabalhadores exigindo um aumento de 22%. O governo avalia modernizar a cesta básica, enquanto sindicatos acusam o Banco Central de maquiar a inflação.