O mercado de valores paraguayo mantém uma dinâmica positiva e espera fechar 2026 com um novo recorde histórico de operações, após ter registrado um volume de US$ 8,123 bilhões em 2025, um aumento de 17% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2026, o volume ficou em US$ 4,407 bilhões, patamar semelhante ao do mesmo período do ano passado.
Pablo Cheng Lu, presidente da Bolsa de Valores de Assunção (BVA), expressou otimismo, destacando que, apesar de uma desacelerização no semestre devido à volatilidade cambial, o mês de junho fechou em linha com as expectativas, com crescimento nas emissões primárias. Ele espera que a instituição possa repetir ou até superar os números de 2025.
Uma das expectativas mais significativas para o segundo semestre é o retorno da emissão de Bonos del Tesoro (títulos públicos) por meio da bolsa. Cheng Lu afirmou que a BVA trabalha em conjunto com o Ministério da Economia e Finanças (MEF) para que os títulos soberanos sejam novamente emitidos no mercado primário da bolsa, possivelmente a partir do leilão programado para 29 de julho.
Fernando Gil, gerente geral da BVA, lembrou que a última emissão do MEF por meio da bolsa ocorreu em dezembro de 2023. A partir de então, o ministério optou por realizar as emissões através do sistema do Banco Central do Paraguai (BCP), uma mudança que na época surpreendeu os agentes do mercado e beneficiou principalmente os bancos.
Apesar da ausência do Estado como emissor nos últimos dois anos, o mercado de valores paraguayo continuou a crescer, com um aumento expressivo no número de investidores. O número saltou de 11.000 em 2021 para quase 70.000 em julho de 2026, o que, segundo a direção da BVA, demonstra a consolidação e o dinamismo do mercado local.
