O cisne coscoroba (Coscoroba coscoroba) retorna ao Paraguai durante o inverno e pode ser observado em lagoas, áreas úmidas e regiões próximas ao rio Paraguai. A ave sul-americana chama atenção pela plumagem branca, pelo bico avermelhado e pelas pontas pretas das asas, mais visíveis durante o voo.
Os registros ocorrem principalmente no Chaco e em áreas próximas ao rio Paraguai, geralmente em baixa densidade. Os exemplares costumam se deslocar em pares ou pequenos grupos e podem atingir entre 90 e 115 centímetros de comprimento.
A espécie também é conhecida por frequentar ambientes com água e se alimentar de vegetação aquática e invertebrados. No Chaco Central, lagoas salgadas e outros corpos d’água mudam de composição conforme as condições climáticas, influenciando a oferta de alimento e a concentração de aves migratórias.
O coscoroba pode ser confundido à distância com os grandes cisnes do hemisfério Norte, mas é nativo da América do Sul. Sua distribuição inclui Paraguai, Argentina, Uruguai, Brasil e Chile. O cisne de pescoço-preto (Cygnus melancoryphus) também chega ao país no período frio, sobretudo ao Chaco e às áreas próximas ao rio Paraguai.
A presença sazonal das aves é especialmente relevante para a observação de aves e a fotografia de natureza, já que o coscoroba é relativamente pouco comum no território paraguaio. Os banhados funcionam como pontos de alimentação e abrigo, e são ambientes essenciais para a sobrevivência da espécie.
O programa Paraguay Salvaje apresentará neste sábado, 5 de setembro, às 15h30, um registro sobre os cisnes coscoroba. A transmissão será pela Unicanal e também pela internet, conforme a programação divulgada.
