Coordenadora denuncia fraudes judiciais que despejam comunidades rurais e empresários no Paraguai

A Coordenadora de Vítimas da Máfia dos Pagarés denuncia fraudes judiciais que resultam em despejos forçados e perda de propriedades de comunidades rurais e pequenos empresários no Paraguai, exigindo ação da Suprema Corte e marcando protesto para 13 de julho.

Coordenadora denuncia fraudes judiciais que despejam comunidades rurais e empresários no Paraguai
Ilustração gerada por IA.

A Coordenadora de Vítimas da Máfia dos Pagarés, liderada por Pedro Coronel, alertou que o esquema de supostas fraudes judiciais, que nos últimos anos afetou milhares de trabalhadores assalariados, agora está atingindo também comunidades rurais, empreendedores e pequenos empresários, com a perda de terras e imóveis. A organização afirma que processos judiciais irregulares estão sendo usados para despejos forçados e leilões de propriedades sem a devida notificação dos envolvidos.

Segundo a Coordenadora, que reúne cerca de 17 mil vítimas, as supostas irregularidades incluem a execução de bens sem que os afetados tenham chance de se defender. Pedro Coronel destacou que estão investigando novos casos e reforçaram a demanda por um julgamento político contra os ministros da Suprema Corte de Justiça, acusados de omissão diante das denúncias.

Como parte da mobilização, o grupo convocou um protesto chamado "Correntes de Dignidade" para o dia 13 de julho. A manifestação começará em frente ao Palácio da Justiça, em Assunção, seguida de uma marcha até o Fórum da Encarnação, onde será entregue um documento coletivo com pedidos como a suspensão de bloqueios considerados abusivos e a aprovação de projetos de indenização às vítimas.

Fontes (1)

Atualizado: 10 de jul. de 2026, 01:31