O custo da ponte da Rota Bioceânica, que conectará Carmelo Peralta, no Paraguai, a Puerto Murtinho, no Brasil, aumentou significativamente durante sua execução. A megaobra, financiada pela Itaipu Binacional, já atingiu cerca de 90% de avanço e deve ser concluída em setembro.
O projeto foi licitado pela Prefeitura de Carmelo Peralta em 2021, mas a administração do contrato ficou a cargo do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC). O consórcio binacional PY-BRA, formado por Tecnoedil Constructora SA, Cidade LTDA e Paulitec Construções, venceu a licitação com uma proposta de G. 616,836 bilhões, o equivalente a aproximadamente US$ 104 milhões.
No entanto, o custo total subiu para G. 684,615 bilhões (cerca de US$ 116 milhões), representando um aumento de quase G. 68 bilhões (US$ 11,5 milhões). Tanto o MOPC quanto a empresa contratista não detalharam publicamente as razões do encarecimento.
De acordo com documentos oficiais, o aumento deveu-se a obras e serviços adicionais incorporados por meio de um acordo de modificação. As intervenções incluíram a construção e manutenção de uma via de acesso de 2,6 km, um alargamento adicional na extremidade da ponte e a adaptação da estrutura para suportar caminhões bitrem de até 75 toneladas.
Também foram realizadas obras complementares, como a implantação de um recinto aduaneiro do lado brasileiro, um píer para a Marinha paraguaia, melhorias no sistema de drenagem e instalação de iluminação movida a energia solar. Além disso, a obra recebeu reajustes de preço no valor de G. 116,363 bilhões (cerca de US$ 19,7 milhões) devido à inflação e ao aumento dos custos de materiais durante a execução.
Inicialmente, a construção teve início em meados de 2022 com um prazo de 36 meses, prevendo conclusão para o início de 2025. A nova previsão é que a ponte seja finalizada em setembro.
