O sistema financeiro paraguaio enfrenta uma crise de segurança marcada por ataques digitais que esvaziaram contas e empréstimos fraudulentos, além de assaltos violentos a agências bancárias, incluindo explosões em Santa Rita, Alto Paraná, com possível envolvimento de agentes de segurança.
Santa Rita
Cobertura da Pytagua mencionando Santa Rita.
O departamento de Alto Paraná se consolidou como principal palco de megaassaltos no Paraguai nos últimos doze anos, com organizações criminosas adotando táticas paramilitares do "Nuevo Cangaço", incluindo o ataque mais recente em Santa Rita, onde cerca de 20 criminosos roubaram aproximadamente 3 bilhões de guaranís de bancos e casas de câmbio.
Autoridades brasileiras apreenderam na noite de sexta-feira (20) material explosivo com cordão detonante que teria sido usado no megaassalto a bancos ocorrido em 16 de junho em Santa Rita, no Paraguai, durante operação conjunta na faixa de fronteira que resultou na detenção de dois suspeitos e no encaminhamento deles à Polícia Federal em Foz do Iguaçu.
Um grupo de cerca de 20 homens fortemente armados atacou simultaneamente quatro entidades financeiras em Santa Rita, no departamento de Alto Paraná, usando explosivos para esvaziar os cofres de dois bancos, rendendo quatro policiais e incendiando veículos durante a fuga, com as autoridades investigando a possível participação de uma estrutura criminal integrada por paraguaios e brasileiros, sem descartar a atuação do PCC.
A Operação Omega, ação coordenada entre nove países, resultou na prisão de um advogado em Santa Rita, Alto Paraná, suspeito de integrar uma rede internacional de venda e distribuição de material de abuso sexual infantil (MASI) que utilizava criptomoedas para transações. A fiscal Ruth Karina Benítez liderou o cumprimento de mandado de busca e apreensão, que apreendeu equipamentos eletrônicos, documentos e dispositivos de armazenamento digital. As investigações apuram se o esquema também envolvia produção local do material e lavagem de dinheiro.