A economia paraguaia deve crescer 4,2% em 2026 e 4% em 2027, segundo a Encuesta de Expectativas de Variables Económicas (EVE), levantamento mensal do Banco Central do Paraguay (BCP) que reúne projeções de bancos, financeiras, agências de classificação de risco, corretoras, consultorias, analistas independentes, organizações econômicas e universidades.
As estimativas dos agentes econômicos coincidem com as projeções do próprio BCP e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que aponta o Paraguai como líder de crescimento econômico na América Latina, sustentado por uma sólida estabilidade macroeconômica.
Para a inflação, a mediana das expectativas indica 3,5% tanto no fechamento de 2026 quanto no de 2027, patamar que também se mantém para os próximos 12 meses e para o horizonte de política monetária (18 e 24 meses). No mês, a projeção é de 0,2%, abaixo dos 0,5% estimados na pesquisa anterior. Para julho de 2026, os agentes projetam inflação mensal de 0,3%.
No câmbio, a expectativa mediana para junho é de G. 6.137 por dólar, valor inferior aos G. 6.246 previstos na pesquisa anterior. Para julho, a projeção sobe para G. 6.200, enquanto o fechamento do ano é estimado em G. 6.393, também abaixo da cifra apurada no levantamento do mês passado.
Quanto à taxa de política monetária (TPM), os agentes econômicos projetam manutenção em 5,50% tanto em junho quanto em julho de 2026. Para o encerramento de 2027, a mediana das expectativas aponta recuo para 5,25%.
