Sindicato dos trabalhadores da ANDE (Sitrande) suspendeu protesto após a Câmara dos Deputados do Paraguai adiar votação do projeto que cria o Ministério de Energia, Minas e Hidrocarbonetos e anunciar uma ampla mesa de diálogo com participação da estatal, governo e parlamentares.
Félix Sosa
Cobertura da Pytagua mencionando Félix Sosa.
O sindicato dos trabalhadores da ANDE acusa o governo paraguaio de ocultar uma oferta da empresa Imperium para comprar energia a US$ 70 por MW, valor mais que o dobro do negociado com a empresa Atome.
A ANDE mantém paralisados há anos dois projetos estratégicos: a venda de energia da usina Acaray ao Brasil e a emissão de títulos próprios, ambos sem cronograma oficial de conclusão.
A ANDE está realizando estudos para definir um novo esquema tarifário técnico, único e transparente, tanto para indústrias, baseado no nível de tensão, quanto para residências, visando a sustentabilidade financeira da empresa.
O presidente Santiago Peña nomeou Miguel Báez Reyes para a presidência da ANDE, substituindo Félix Sosa, em uma mudança que o governo afirma ser para destravar investimentos, mas que sindicatos e oposição vinculam à pressão por um contrato de tarifa preferencial com a empresa Atome.
O Paraguai iniciou gestões com a Agência Internacional de Energia Atômica para estabelecer as bases de um programa de energia nuclear, visando diversificar sua matriz energética dominada por hidrelétricas.
A ANDE rejeitou formalmente o pedido da Atome PLC por tarifa preferencial de energia no Paraguai, após análise técnica e financeira concluir que não era viável conceder a tarifa fixa dolarizada de US$ 30 o MWh pleiteada pela empresa britânica.
A Atome PLC anunciou a decisão final de investimento de US$ 665 milhões para construir uma planta de fertilizantes verdes em Villeta, Paraguai, condicionada à aprovação de uma tarifa elétrica preferencial pela ANDE para garantir a viabilidade financeira do projeto.
O governo paraguaio defendeu a tarifa preferencial de US$ 30 por MWh concedida à empresa Atome para produção de fertilizantes verdes, argumentando que o valor é justificado pela eficiência operacional e baixas perdas de transmissão, enquanto o sindicato dos trabalhadores da ANDE e especialistas criticam a medida e apontam fragilidades regulatórias no setor elétrico.
A ANDE realizou uma audiência pública virtual com mais de 380 participantes sobre a licitação internacional para a construção da primeira grande usina solar fotovoltaica do Paraguai, com 140 MW de potência, em Loma Plata, no Chaco paraguaio, incluindo a montagem da planta, uma linha de transmissão de 7 km em 220 kV e a ampliação da subestação local.