Juan Antonio Villalba Cardozo, ex-conselheiro municipal de Yby Pytá pelo Partido Colorado (ANR), foi preso nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, durante uma operação em sua casa na colônia Brítez Cue, no departamento de Canindeyú. A detenção ocorreu no âmbito da Operação Ignis, que investiga uma estrutura de tráfico de drogas atribuída a Felipe Santiago Acosta Riveros, conhecido como “Macho”.
Villalba, de 55 anos, também é conhecido pelos apelidos “Profe”, “Miti” e “Concejal”. Ele tinha uma ordem de captura e era considerado foragido desde 2023, quando passou a ser procurado em uma investigação que também mencionava uma suposta tentativa de homicídio e outros crimes.
A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), órgão paraguaio de combate ao narcotráfico, informou que o ex-conselheiro é investigado por supostamente oferecer proteção política e apoio logístico ao grupo. O procedimento foi realizado pelo Grupo de Investigação Sensível (GISE), com apoio do Comando de Operações de Defesa Interna (CODI), unidade militar empregada em operações contra ameaças criminosas.
O ministro da Senad, Jalil Rachid, afirmou que Villalba teria exercido um papel relevante na organização. Segundo a hipótese investigativa, ele alertaria integrantes do grupo sobre a movimentação das forças de segurança, aproveitando a localização estratégica de sua residência.
Segundo Rachid e a investigação da Senad, a casa teria funcionado como ponto de comando logístico, abrigo para Acosta e outros suspeitos e local de armazenamento de maconha. A investigação ainda apura se Villalba participava da aquisição de maconha picada e da distribuição de maconha picada ou prensada para moradores de Yby Pytá, Brítez Cue e comunidades próximas.
Durante a busca, os agentes apreenderam dois telefones celulares. Os aparelhos serão submetidos a perícia técnica para identificar possíveis contatos, mensagens ou outros dados capazes de esclarecer o grau de participação do ex-conselheiro e indicar novos integrantes da estrutura.
As declarações de Rachid sobre Villalba como uma “espécie de importante responsável pela logística” e sobre o uso da residência como centro operacional são alegações da investigação, ainda sujeitas à apuração do Ministério Público e à decisão judicial. O detido permanece à disposição da Fiscalía e do juízo competente.
A captura ocorre em uma região de Canindeyú considerada sensível pelas autoridades paraguaias em razão de operações recorrentes contra o tráfico de drogas. Além da detenção, o caso pode indicar como as autoridades investigam alegadas conexões entre proteção política e redes criminosas e ampliar o alcance da Operação Ignis sobre a estrutura atribuída a “Macho” no departamento. Essas são alegações oficiais ainda sujeitas à apuração e à decisão judicial.
