As exportações paraguaias sob o regime de maquila somaram US$ 1,010 bilhão entre janeiro e agosto de 2026, alta de 26% em relação aos US$ 801 milhões registrados no mesmo período de 2025. O resultado, informado pelo Ministério da Indústria e Comércio (MIC), superou pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão nos oito primeiros meses do ano.
Somente em agosto, os embarques alcançaram US$ 150 milhões. Autopeças, confecções, bebidas e líquidos alcoólicos e manufaturas de alumínio responderam por 70% do total. A pauta também incluiu produtos químicos e farmacêuticos, plásticos, alimentos e outros bens manufaturados.
O Mercosul concentrou 77% das exportações, com Brasil e Argentina como principais destinos. Os produtos paraguaios também chegaram aos Países Baixos, Estados Unidos, Chile e Uruguai, entre outros mercados.
A atividade tem forte concentração geográfica: 90% das empresas com programas de maquila aprovados estão instaladas nos departamentos de Alto Paraná, Central, Capital e Amambay. O regime permite que empresas importem insumos para processamento no Paraguai e reexportem os produtos, com incentivos tributários específicos.
O MIC estima que o setor gere cerca de 40 mil empregos. Aproximadamente 70% dessa mão de obra está ligada a confecções, autopeças, serviços intangíveis, plásticos e produtos químicos e farmacêuticos.
As importações das indústrias maquiladoras totalizaram US$ 529 milhões até agosto, avanço de 17% sobre o mesmo intervalo de 2025. Com exportações de US$ 1,010 bilhão, o setor registrou saldo comercial positivo de US$ 481 milhões; as vendas externas ficaram 91% acima das compras.
O crescimento aumenta a exposição da indústria paraguaia aos mercados vizinhos, sobretudo ao brasileiro e ao argentino, que juntos formam o principal eixo de demanda para bens produzidos no país. No fim de 2025, as exportações de maquila representavam 69% das exportações paraguaias de manufaturas de origem industrial, conforme o MIC.
