O economista Jorge Garicoche afirma que o Paraguai, que atrai investimentos estrangeiros de baixa escala principalmente nos setores de plásticos e têxteis, precisa de regras mais estáveis em infraestrutura e energia para captar projetos maiores e impactantes, mantendo-se como destino estratégico para empresários brasileiros.
maquila
Maquila é o regime paraguaio voltado à manufatura e montagem para exportação. Ele é importante para política industrial, empregos, investimentos e comércio com o Brasil e outros mercados.
O Paraguai registrou um aumento de 35% na constituição de empresas com capital estrangeiro em 2025, passando de 490 em 2024 para 660, com destaque para os setores industrial, logístico, tecnológico e de serviços, além da diversificação da origem dos investimentos vindos da Europa, América do Norte e Ásia.
O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosur, em vigor desde 1º de maio de 2026, garante tarifa zero ou preferencial para 95% das exportações paraguaias ao mercado europeu, consolidando o país como plataforma de produção e exportação voltada à Europa.
O regime de maquila no Paraguai vive seu melhor momento, impulsionado pelo setor de confecções. A aliança entre Texcin e o grupo Dass resultou na Dass-Tex, que já investiu mais de US$ 40 milhões e planeja gerar 1.200 postos de trabalho. Marcas como Nike, Umbro e Asics devem começar a produzir no país em breve.
O vice-ministro da Indústria do Paraguai, Javier Viveros, participou do evento Conexa 2026 em Florianópolis, onde apresentou oportunidades de investimento no país para mais de 3.000 empresários brasileiros, com destaque para os setores de maquila e imobiliário.
O regime de maquila paraguaio atrai marcas como Lacoste, Wrangler, Fila e Good American, que já produzem no país. O sistema oferece isenção de impostos sobre insumos e maquinários, desde que o produto final seja exportado. Além da confecção, o setor se expande para serviços como telemedicina e desenvolvimento de software, concentrando-se em quatro zonas estratégicas.
A Feria Empresarial del Paraguay (FEPY) já reúne 20 países para sua Rueda Internacional de Negocios 2026, com 55,46% das inscrições vindas do exterior. A organização aposta na descentralização para incluir empresas do departamento de Alto Paraná e superar os US$ 260 milhões em intenções de negócios da edição anterior.
Especialistas apontam que as vantagens fiscais do Paraguai, embora ainda relevantes, perderam peso diante da necessidade de melhorias em infraestrutura, segurança jurídica e qualidade dos serviços públicos.
O Paraguai oferece cinco vantagens tributárias para atrair investimentos, incluindo alíquotas reduzidas de IR, IVA entre 5% e 10%, ausência de imposto sobre patrimônio (exceto o imobiliário) e regimes especiais como a Lei de Maquila e Zonas Francas, segundo dados do Ministério da Economia e Finanças (MEF) e da Direção Nacional de Receitas Tributárias (DNIT).
Com investimento de US$ 40 milhões, a Subatlantic Paraguay instalará um frigorífico industrial em Hohenau, Itapúa, que processará 20 toneladas diárias de langostinos argentinos para exportação a Europa, Canadá e Estados Unidos, gerando até 600 empregos diretos.
A cidade de Hohenau, no departamento de Itapúa, avança com um parque industrial que prevê a instalação de uma planta processadora de langostinos, com investimento de US$ 40 milhões do consórcio internacional South Atlantic Paraguay. O projeto, em modelo de parceria público-privada, deve gerar até 600 empregos diretos e fortalecer a região como polo industrial fronteiriço.
O grupo brasileiro Dass, fabricante de calçados e vestuário para marcas como Nike, Adidas, Fila e Umbro, anunciou investimento de cerca de US$ 40 milhões para instalar uma planta em Mariano Roque Alonso, próximo a Assunção, sob o regime de maquila. A empresa já gera cerca de 600 empregos no país.
As exportações sob o regime de maquila no Paraguai atingiram US$ 471 milhões entre janeiro e abril de 2026, impulsionadas principalmente pelo setor de autopeças. O Brasil continua sendo o principal destino dos embarques.
O regime de maquila no Paraguai registrou exportações de US$ 471 milhões no primeiro quadrimestre de 2026, com alta de US$ 83 milhões ante o mesmo período de 2025. O setor gerou 1.154 novos empregos e aprovou 24 novos programas de investimento. Além disso, marcas como Fila, Umbro, Nike, ASICS e Champion já produzem no país, com destaque para a parceria entre Grupo Texcin e Grupo Dass.
O Grupo Dass, fabricante brasileiro de marcas como Nike, Adidas, Fila, Umbro, Asics e Champion, transferiu sua linha de produção da Argentina para o Paraguai, atraído por incentivos fiscais do Régimen de Maquila. A nova planta, inaugurada em março, recebeu investimento de US$ 40 milhões. Enquanto a fábrica em Coronel Suárez (Buenos Aires) foi fechada, a unidade em Eldorado (Misiones) opera com capacidade reduzida, gerando incertezas entre os trabalhadores.
Mirtha Arias, nova conselheira do IPS, planeja reduzir a evasão de contribuições em cidades fronteiriças, usando tecnologia e parcerias com a DNIT e Mitic, para aumentar a arrecadação e melhorar a saúde dos segurados.