Fiscalía nega confirmação de abuso sexual em caso de filicídio em Lambaré

O Ministério Público esclareceu que não há confirmação de que o menino de 7 anos, encontrado morto junto com a mãe em Lambaré, tenha sido vítima de abuso sexual, como alegou a mãe em denúncia de dezembro de 2024. Exame médico descartou lesões físicas e sinais de violência sexual, e a criança não compareceu a entrevistas psicológicas agendadas.

Fiscalía nega confirmação de abuso sexual em caso de filicídio em Lambaré
Fiscalía nega confirmação de abuso sexual em caso de filicídio em Lambaré

O Ministério Público do Paraguai informou neste domingo (18) que não foi possível confirmar a alegação de abuso sexual contra o menino de 7 anos encontrado morto junto com a mãe, Mónica Idalia González, de 26 anos, em um inquilinato em Lambaré, Departamento Central. O caso é investigado como filicídio seguido de suicídio.

Segundo a carta deixada pela mulher no local, ela teria tirado a própria vida e a do filho porque o menino teria sido abusado sexualmente pelo pai biológico quando tinha 3 e 4 anos. A denúncia foi registrada em 9 de dezembro de 2024, com a promotora Laura Romero, que na época substituía o promotor Luis Muniagurria.

A promotoria esclareceu que, imediatamente após a denúncia, a criança foi levada à clínica forense, onde foi descartada violência física. O menino também passou por acolhimento psicológico no Centro de Atenção a Vítimas, mas, durante a primeira entrevista, mencionou outro nome de forma hesitante, sem conseguir precisar datas ou fatos.

A mãe, por sua vez, apresentou comportamento contraditório, chegando a apontar o policial que atendeu a ocorrência como suposto agressor. Por isso, foi solicitado um estudo psicológico para ela. No dia seguinte à denúncia, a mulher tentou se jogar na frente de um veículo com o filho e depois ameaçou se atirar do telhado, o que levou a promotoria a acionar a Codeni de Lambaré. A criança foi resgatada e entregue a uma tia materna.

A Defensoria da Infância de Lambaré foi comunicada para acompanhamento. A promotoria tentou agendar novas entrevistas psicológicas com o menino, mas ele não compareceu às sessões marcadas. A tia declarou ao Ministério Público que a criança nunca lhe relatou ter sofrido abuso ou qualquer outro tipo de violência.

Diante da ausência de elementos objetivos — exame médico sem sinais de violência sexual, falta de comparecimento às avaliações e depoimento da tia —, a promotoria concluiu que não há indícios suficientes para formalizar acusação contra qualquer pessoa.