O governo do Paraguai apresentou nesta segunda-feira (8), em cerimônia no Palacio de López, um lote de 1.600 kits de conectividade satelital da empresa Starlink que serão distribuídos a escolas rurais, centros de saúde e comunidades isoladas do interior do país. A iniciativa, coordenada pelo Mitic, Copaco e Ministério de Educación y Ciencias, pretende levar internet de alta velocidade a mais de 50.000 estudantes e docentes de regiões historicamente desconectadas.
Durante o ato, o presidente Santiago Peña afirmou que a conectividade não pode ser um luxo ou privilégio, mas uma condição indispensável para o desenvolvimento. "Estamos construindo um Paraguai onde o lugar em que um nasce não determine as oportunidades que tenha para aprender, crescer e desenvolver-se", declarou. O mandatário acrescentou que cada paraguai que acessa o mundo digital é uma demonstração de que o país avança na direção correta.
O ministro Gustavo Villate destacou que a aliança com a Starlink faz parte de uma estratégia mais ampla de transformação digital, que inclui a concessão de licença para operação da empresa no país no início da atual gestão e uma parceria prévia entre a Copaco e a Starlink que já havia possibilitado mais de 100 conexões em comunidades isoladas. Villate também informou que, na semana passada, a Conatel autorizou experimentalmente o uso das frequências das bandas W e A pela empresa, o que deve resultar em aumento substancial de velocidade para os milhares de usuários já conectados no Paraguai.
Por sua parte, Juan David Vélez, gerente de vendas governamentais da Starlink, ressaltou que a constelação de satélites da empresa — projetada pela SpaceX — conecta atualmente mais de 12 milhões de clientes em mais de 160 países e territórios. Segundo ele, a conectividade nas 1.600 escolas paraguaias permitirá aprendizagem online, ferramentas de colaboração em tempo real, bolsas globais e acesso a recursos profissionais.
O ministro de Justicia, Rodrigo Nicora, anunciou ainda um convênio específico com a Copaco para que as estruturas metálicas necessárias à instalação das antenas sejam fabricadas por pessoas privadas de liberdade. "Cada suporte fabricado será uma mostra concreta de que pessoas privadas de liberdade podem aportar valor à sociedade quando se lhes brinda essa oportunidade", afirmou.
As autoridades informaram que os primeiros 100 kits já foram instalados em instituições educacionais da Região Ocidental (Chaco), e a meta inicial é garantir a conexão em 500 sítios estratégicos prioritários antes de expandir o desdobramento aos demais pontos selecionados.