Integração do Tren Urbano ao Centro Histórico de Assunção ainda depende de estudos técnicos

A integração do Tren Urbano ao Centro Histórico e ao Porto de Assunção está em análise técnica no âmbito do plano de revitalização urbana Assunção 500 anos, com estudos sobre traçado, estações, mobilidade e preservação patrimonial.

Integração do Tren Urbano ao Centro Histórico de Assunção ainda depende de estudos técnicos

O projeto do Tren Urbano poderá ser integrado ao Centro Histórico de Assunção e ao entorno do Porto de Assunção, mas a definição depende de estudos técnicos ainda em andamento. A possibilidade foi discutida em uma reunião liderada pelo presidente Santiago Peña e pela primeira-dama Leticia Ocampos, no contexto do plano de revitalização urbana “Assunção 500 anos”, voltado à preparação da capital para o aniversário de 500 anos.

A proposta é avaliar um traçado e estações que conectem o futuro sistema ferroviário a áreas patrimoniais, culturais e comerciais do centro. O objetivo apresentado pelo governo é fazer com que o trem funcione não apenas como meio de transporte, mas também como instrumento de recuperação urbana, estímulo ao comércio e fortalecimento do turismo.

“Trabalhamos para que este projeto não apenas conecte cidades, mas também chegue ao coração da nossa capital”, afirmou Leticia Ocampos. Segundo a primeira-dama, o empreendimento pode contribuir para recuperar o patrimônio ferroviário, aproximar locais históricos e preparar Assunção para o futuro sem romper com suas raízes.

A discussão recupera a importância histórica dos trilhos na vida cotidiana da capital paraguaia. O antigo serviço ferroviário e, posteriormente, os bondes atravessavam o centro e ligavam bairros, áreas comerciais e espaços públicos. A intenção agora é considerar essa memória na concepção de uma rede adaptada às necessidades atuais.

O Porto de Assunção, área portuária da capital às margens do rio Paraguai, aparece entre as alternativas de integração analisadas. A localização das estações, a compatibilidade com intervenções urbanas e a relação com edifícios e espaços protegidos ainda precisam ser definidos na etapa técnica.

Por isso, a conexão com o Centro Histórico continua sendo uma possibilidade em estudo, e não uma obra já aprovada ou em operação. O projeto terá de compatibilizar mobilidade, preservação patrimonial e o planejamento previsto pelo “Assunção 500 anos” antes de estabelecer seu desenho final.

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