IPS avalia uso de Villa Santo Domingo e revisa baixa rentabilidade e inadimplência de imóveis

O IPS revisou a baixa rentabilidade, a inadimplência e os litígios em Villa Santo Domingo, Isla de Francia e Cantegrill, avaliando transformar parte do primeiro em alojamento para médicos residentes e melhorar a exploração dos demais imóveis.

IPS avalia uso de Villa Santo Domingo e revisa baixa rentabilidade e inadimplência de imóveis

O Conselho de Administração do Instituto de Previsión Social (IPS), entidade paraguaia de seguridade social e saúde pública, examinou nesta terça-feira (8) a situação de três grandes patrimônios imobiliários: Villa Santo Domingo, Isla de Francia e o condomínio Cantegrill. Os dados apresentados apontam baixa rentabilidade, inadimplência, contratos vencidos e disputas judiciais.

A sessão foi conduzida por Isaías Brítez. No complexo Villa Santo Domingo, situado na esquina das ruas Doctor Fleming e avenida Santísimo Sacramento, em Assunção, o IPS avalia destinar parte das instalações a médicos e residentes do interior que viajam à capital para formação em cirurgia, clínica médica, pediatria e ginecologia.

O presidente do IPS, Andrés Gubetich, defendeu que os profissionais em treinamento tenham um local para dormir e tomar banho durante a permanência em Assunção. A proposta prevê a elaboração de um programa formal pela área de saúde da instituição, depois que uma licitação para o imóvel terminou sem interessados.

Na área de Isla de Francia, com quase oito hectares, divididos em duas frações e 17 lotes, a Direção de Investimentos informou que o valor contábil atual é de aproximadamente 23,498 bilhões de guaranis. O terreno foi adquirido em 1976 e 1977 por 94,810 milhões de guaranis.

Apesar do valor patrimonial, a receita ficou em 1,348 bilhão de guaranis em 2025, média mensal de 112,365 milhões. Até agosto deste ano, foram arrecadados 923,054 milhões, ou 115,381 milhões por mês. O rendimento estimado varia de 5% a 5,7%, considerado insuficiente pelo conselheiro Ramón Zarza, representante do Ministério do Trabalho.

Os contratos de vários ocupantes venceram em março de 2024. O responsável pelo Departamento de Arrendamentos, Óscar Martínez, afirmou que o IPS tentou atualizar os valores, com reajustes como os de 20 milhões para 30,5 milhões de guaranis e de 6,5 milhões para 9,523 milhões. Parte dos arrendatários recusou novos contratos e continuou pagando os valores anteriores.

O diretor jurídico do IPS, Pablo Morínigo, informou que há ações de despejo em andamento e processos na Suprema Corte de Justiça. Segundo ele, decisões favoráveis ao instituto não foram suficientes para regularizar todos os pagamentos. O Conselho considera oferecer contratos de dois anos, com cláusulas mais rígidas, para os próximos arrendamentos.

Em Cantegrill, em San Bernardino, o IPS possui 46 hectares, equivalentes a 459.055 metros quadrados, distribuídos em 611 lotes e 44 quadras. A instituição é proprietária direta de 327 lotes, adquiridos em 2003 e 2006, avaliados contabilmente em 109,081 bilhões de guaranis, cerca de US$ 18 mil por lote.

O imóvel concentra 68% dos bens disponíveis para aluguel pelo IPS: 327 dos 483 imóveis listados em todo o país. A avaliação apresentada ao Conselho é que uma exploração mais eficiente de Cantegrill poderia reduzir em quase 30% o déficit de oferta imobiliária da instituição.

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Fontes (1)

Atualizado: 9 de set. de 2026, 08:32