O Instituto de Previsão Social (IPS) possui apenas 63 ambulâncias para atender mais de 2 milhões de segurados em todo o Paraguai, conforme informou o diretor do Centro de Regulação Médica e Gestão de Ambulâncias (Camips), Andrés Delmás.
Desse total, 13 veículos estão alocados na estação central em Assunção para a capital e o departamento Central, enquanto as outras 50 são distribuídas por 11 subestações no interior do país. Delmás detalhou que, somente na última quinta-feira, 25 ambulâncias estavam em oficina para manutenção ou conserto devido ao desgaste.
"Asunção dispõe de uma frota de 13 ambulâncias antigas. Tenho que dizer a verdade: é uma frota um pouco já antiga e operativamente hoje temos sete em funcionamento", afirmou o diretor. Ele ressaltou que, apesar da frota reduzida e inadequada, o serviço cobre a totalidade das solicitações de emergência e urgência.
A última aquisição de ambulâncias pelo IPS ocorreu em junho de 2022, com a compra de 30 veículos novos. Atualmente, 28 deles estão operacionais; os outros dois sofreram acidentes graves e estão praticamente inutilizados.
Delmás explicou que o serviço não consegue atender a chamados de "assistência social", que incluem o transporte de pacientes dialíticos, acamados totais, em reabilitação ou com sequelas de AVC. Cobrir essas demandas comprometeria a capacidade de resposta a emergências, que é a função principal do Camips.
A base central em Assunção recebe entre 80 e 100 solicitações de transporte por dia, que são atendidas quase em sua totalidade com a pequena frota disponível na capital.