Presidente do IPS encontra equipamentos de US$ 20 milhões abandonados no Hospital Central

O presidente do IPS, Isaías Fretes, encontrou equipamentos hospitalares avaliados em US$ 20 milhões abandonados e sem uso no Hospital Central, o que motivou a abertura de auditorias e a possibilidade de denúncias ao Ministério Público por suposto dano patrimonial.

Presidente do IPS encontra equipamentos de US$ 20 milhões abandonados no Hospital Central

O presidente do Instituto de Previsão Social (IPS), Isaías Fretes, encontrou um cenário de abandono e possíveis irregularidades durante uma inspeção nos depósitos do Hospital Central. Ao abrir um contêiner onde esperava encontrar equipamentos de quirófano de alto valor, Fretes se deparou apenas com módulos metálicos, o que o levou a comentar, com ironia, que a situação "era uma piada para o programa Videomatch". Funcionários presentes explicaram que as estruturas eram divisórias para o sétimo andar, parte de um projeto paralisado.

A visita técnica revelou uma série de compras milionárias sem uso, incluindo painéis solares adquiridos por cerca de G. 8 bilhões, cuja utilidade para o hospital foi questionada pelo presidente. Materiais para uma subestação elétrica, como cabos de alta tensão avaliados em G. 800 mil por metro, também foram encontrados armazenados a céu aberto, com indícios de que parte deles teria sido roubada, pois não coincide com o inventário oficial.

Os equipamentos, no valor total de aproximadamente US$ 20 milhões, foram fornecidos pela empresa Neighpart S.A. a partir de 2022, em processos licitativos realizados durante as gestões anteriores de Andrés Gubetich e Vicente Bataglia. O IPS já pagou G. 46,3 bilhões à fornecedora, mas as obras para as quais os materiais foram destinados, como a modernização do bloco cirúrgico, nunca foram concluídas devido a problemas estruturais e falta de planejamento.

Diante dos fatos, Fretes anunciou a abertura de auditorias internas e externas para apurar o suposto dano patrimonial. O conselho do IPS também deve encaminhar denúncias ao Ministério Público para investigar responsabilidades penais e civis. Paralelamente, a instituição estuda um acordo com a Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) para tentar recuperar parte do investimento por meio da entrega dos cabos não utilizados em troca do pagamento de contas de energia.

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Fontes (5)

Atualizado: 3 de jul. de 2026, 07:50