O jornalista Lorenzo Villalba denunciou ter sido vítima de brutalidade policial enquanto cobria um incêndio na boate Nápoles, no microcentro de Assunção, no domingo (26).
Villalba, que é vizinho do local, desceu para gravar com seu celular após perceber a evacuação de pessoas e a fumaça que chegava até sua casa. Ele relatou ter visto um homem sendo preso após alertar sobre o fogo antes da chegada da polícia.
Ao se aproximar para perguntar ao detido as causas do incêndio e da prisão, um dos policiais teria reagido com fúria, ordenando que ele parasse de gravar. Villalba afirmou que reiniciou a gravação, momento em que outro policial, possivelmente o chefe da operação, teria lhe tomado o telefone. Ao exigir o aparelho de volta, o jornalista foi ordenado a ser detido.
Três agentes o imobilizaram, jogaram-no no chão e o algemaram, causando ferimentos nos pulsos devido às algemas mal colocadas. Ele também relatou ter levado um chute e sido jogado contra uma escada ao chegar à delegacia.
Segundo a explicação dada após sua libertação, a detenção ocorreu por suposta obstrução de procedimento policial. Villalba ficou detido por cerca de três horas e saiu com ferimentos no rosto, pulsos e braços.
O comunicador classificou a experiência como humilhante e uma violação de seus direitos, afirmando que nunca havia passado por algo semelhante em sua carreira. Ele anunciou que fará uma denúncia formal contra a ação irregular dos policiais no Ministério Público.
