Gustavo Leite se despede de cargo nos EUA e se prepara para retornar ao Senado paraguaio

O embaixador paraguaio em Washington, Gustavo Leite, encontrou-se com o subsecretário de Estado Christopher Landau para formalizar sua despedida. Leite retornará a Assunção em meados de julho para reassumir sua cadeira no Senado, gerando uma nova substituição na bancada cartista.

Gustavo Leite se despede de cargo nos EUA e se prepara para retornar ao Senado paraguaio
Gustavo Leite se despede de cargo nos EUA e se prepara para retornar ao Senado paraguaio

O embaixador do Paraguai nos Estados Unidos, Gustavo Leite, anunciou em suas redes sociais que se reuniu com o subsecretário de Estado americano, Christopher Landau, para agradecer pelo trabalho conjunto e se despedir do cargo diplomático. Leite afirmou que retornará ao país em meados de julho para reassumir sua cadeira no Senado, da qual estava licenciado.

“Visitei o subsecretário de Estado Christopher Landau para agradecer o trabalho conjunto, me despedir para assumir minha cadeira como senador e assegurar a disposição do governo e da maioria do Senado para continuar construindo uma relação bilateral vigorosa”, escreveu Leite.

A saída de Leite da embaixada foi antecipada em 20 de abril por Natalicio Chase, líder do bloco cartista na Câmara Alta. Com o retorno de Leite, o suplente Carlos Liseras — que havia assumido em 22 de abril no lugar de Hernán Rivas e, antes, de Erico Galeano — deixará o cargo. Rivas renunciou em 8 de maio, duas semanas após pedir licença por tempo indeterminado para tratar de problemas judiciais relacionados a um suposto título falso de advogado.

Nos últimos dias, Leite também se manifestou sobre as negociações para estabelecer uma rota aérea direta entre Assunção e Miami. Em comunicado, o diplomata afirmou que, em outubro de 2025, o governo paraguaio, por meio da Direção Nacional de Aeronáutica Civil (Dinac) e com apoio do presidente Santiago Peña, ofereceu à American Airlines um incentivo de US$ 5 milhões, além de benefícios adicionais, para operar quatro voos semanais na rota. Segundo Leite, a proposta não foi aceita pela companhia.

O embaixador argumentou que esse tipo de incentivo financeiro é comum para novas rotas internacionais até que atinjam rentabilidade operacional, citando o caso da Air Europa como precedente. No entanto, o presidente da Dinac, Nelson Mendoza, contestou a versão, afirmando que a instituição não tem poder para pagar para atrair uma companhia aérea. “Eles pediram a postergação; consultamos se era para levantar voo e o pedido era de postergação por causa do aumento do combustível”, declarou Mendoza.