O regime de maquila paraguaio fechou o primeiro quadrimestre de 2026 com exportações de US$ 471 milhões, um aumento de US$ 83 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio (MIC). Somente em abril, os embarques somaram US$ 100 milhões, com mais de 5.160 operações autorizadas.
O Conselho Nacional de Indústrias Maquiladoras de Exportação (CNIME), vinculado ao MIC, informou que foram aprovados 24 novos programas de maquila em abril, com investimentos projetados de US$ 57 milhões e a criação estimada de 1.154 postos de trabalho. Os setores que mais impulsionaram as exportações foram autopeças, alimentos, confecções e manufaturas de alumínio, que juntos representaram 71% do total embarcado.
O principal destino das mercadorias foi o Mercosul, que absorveu 82% dos envios, liderado pelo Brasil. Outros mercados incluíram Países Baixos, Estados Unidos e Chile. O presidente da Câmara de Comércio Paraguai-Brasil (CCPB), Fabio Fustagno, destacou que o Brasil se consolida como principal destino e também como origem de investimentos diretos, citando as têxteis Karsten e Dohler entre os novos projetos.
Em março, o ministro Marco Riquelme visitou a planta em Mariano Roque Alonso onde opera a aliança entre a paraguaia Grupo Texcin e a brasileira Grupo Dass. O projeto prevê investimento de US$ 40 milhões e mais de 600 empregos. Riquelme afirmou que as primeiras peças da marca Fila já foram produzidas no Paraguai, inicialmente para abastecer o mercado brasileiro, com planos de expansão para outros países da América Latina. O Grupo Dass também fabrica para Umbro, Nike, ASICS e Champion.
Atualmente, 92% das empresas maquiladoras estão concentradas nos departamentos de Alto Paraná, Central, Capital e Amambay. O setor emprega 35.357 pessoas diretamente, um aumento anual de 2.645 postos. As áreas de confecções, autopeças, serviços intangíveis, plásticos e químico-farmacêuticos concentram 72% dos empregos, e 45% da mão de obra é feminina. A balança comercial do regime é positiva, com exportações superando importações em 83%. O regime de maquila permite produção com imposto único de 1%, desde que os produtos sejam exportados; vendas no mercado interno seguem a tributação geral.