Mercado bursátil paraguaio recua em maio, mas emissões de títulos atingem recorde

O mercado bursátil paraguaio registrou queda de 3% no volume total negociado até maio de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo G. 22,2 trilhões, mas as emissões de títulos se aproximaram de 1 trilhão de guaraníes, o maior montante acumulado deste ano.

Mercado bursátil paraguaio recua em maio, mas emissões de títulos atingem recorde
Ilustração gerada por IA.

O mercado bursátil paraguaio voltou a registrar queda em seus negócios durante o mês de maio, mas já apresenta sinais mais animadores no desempenho do mercado primário e da renda variável.

É o que aponta um relatório da Cadiem Casa de Bolsa, que destaca também que as emissões de títulos se aproximaram de 1 trilhão de guaraníes, o maior montante registrado no acumulado deste ano.

O volume total negociado na Bolsa de Valores de Assunção (BVA) alcançou G. 22,2 trilhões (cerca de US$ 3,572 bilhões pela cotação atual) até maio, mas representou uma redução de 3% em relação ao mesmo período de 2025.

Apenas no mês de maio, as operações bursáteis somaram G. 4,5 trilhões, aproximadamente US$ 754 milhões, superando os G. 4,3 trilhões de abril e os G. 4 trilhões de março. Os maiores volumes do ano continuam sendo os G. 4,6 trilhões registrados em janeiro e fevereiro de 2026.

O montante alcançado no quinto mês do ano, por sua vez, implica uma queda de 9,4% em relação a maio do ano passado e se configura como o terceiro mês consecutivo de recuo interanual no volume negociado.

"O fechamento do primeiro quinquênio de 2026 continuou com uma retração nos volumes de negociação bursátil, tal como se vem observando há alguns meses, mas com sinais de melhora a partir da emissão de novos títulos por parte dos distintos setores econômicos", ressalta o relatório da Cadiem.

O documento lembra que 2025 havia fechado com crescimento de 17% nos volumes operados na BVA, mas esse ritmo desacelerou para 3,1% no encerramento do primeiro trimestre de 2026, enquanto no acumulado até abril já se registrava uma queda de 1%.

Fontes (1)

Atualizado: 12 de jun. de 2026, 07:10