O mercado de capitais paraguayo movimentou US$ 4,407 bilhões no primeiro semestre de 2026, um volume apenas 0,8% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. A informação foi divulgada pelo presidente da administradora de fundos CADIEM, César Paredes, durante a apresentação de um relatório sobre o período.
Paredes destacou que, apesar do leve recuo acumulado, o mês de junho mostrou sinais de recuperação. As operações atingiram US$ 835,5 milhões, o maior montante mensal do ano, com um crescimento de 9,7% na comparação com junho de 2025. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelo mercado secundário, interrompendo uma sequência de três meses de quedas consecutivas.
O presidente da CADIEM lembrou que o início do ano foi marcado por um cenário de incerteza, influenciado pelo discurso oficial sobre uma "economia de guerra", pela baixa do dólar e pelas mudanças no Ministério da Economia, com a renúncia de Carlos Fernández Valdovinos e a designação de Óscar Lovera para o cargo.
No mercado primário, as emissões de novos títulos acumularam um crescimento de 5,8% no semestre, embora os volumes mensais tenham ficado abaixo dos registros do ano anterior a partir de março. Em junho, as emissões em guaranis foram dominadas por entidades financeiras, que concentraram 47% do total, percentual que sobe para 78% ao incluir as operações do BID Invest.
Já o mercado secundário, onde são negociados títulos já emitidos, foi o principal motor do repunte de junho, com um aumento de 12,5% no volume de operações. No acumulado do semestre, as transações somaram G. 23,3 trilhões. Os títulos de dívida (bônus) concentraram a maior parte das negociações, com 96,1% do volume total.
Para o segundo semestre, as expectativas do mercado estão voltadas para iniciativas como o Investor Pass, destinado a atrair capital estrangeiro, a integração de sistemas da Caja de Valores del Paraguay (CAVAPY) com o Banco Central e a retomada das emissões de títulos do Tesouro por meio da Bolsa de Valores de Assunção (BVA).
