Nova falta de quórum em Assunção impede análise de contrato coletivo e leva sindicatos a exigir sessão imediata, sob ameaça de greve indeterminada

A segunda falta consecutiva de quórum na Junta Municipal de Assunção impediu a entrada formal do contrato coletivo em análise e levou os sindicatos a exigir uma nova sessão já na sexta-feira, sob ameaça de paralisação por tempo indeterminado; uma representante também anunciou que, se os vereadores não comparecerem, o movimento poderá fechar a sede municipal e iniciar greve geral, a dez dias das eleições, marcadas para 4 de outubro segundo algumas fontes.

Nova falta de quórum em Assunção impede análise de contrato coletivo e leva sindicatos a exigir sessão imediata, sob ameaça de greve indeterminada

A segunda tentativa consecutiva de reunir quórum na Junta Municipal de Assunção fracassou nesta quinta-feira (24), impedindo que o novo contrato coletivo dos servidores entrasse formalmente na pauta para análise. A repetida ausência de vereadores levou funcionários a ocupar áreas de atendimento, Contabilidade e Arrecadação da Prefeitura e, depois, a fazer um bloqueio temporário na Avenida Mariscal López.

Sem quórum, a Junta não deliberou nem aprovou ou rejeitou o acordo. A disputa também envolve a forma de tramitação: a oposição teme que o texto seja aprovado sem análise detalhada e questiona o momento da discussão, às vésperas das eleições municipais. Os sindicatos cobram uma sessão extraordinária; Gladys Galeano, dirigente sindical, pediu que ela seja convocada.

O contrato foi assinado em 18 de setembro pelo intendente Luis Bello e por representantes de SITRAMA, SINOEMA e SIMUCA. A proposta atualiza o Contrato Coletivo de Condições de Trabalho e prevê mudanças em benefícios, entre elas bonificações ligadas à antiguidade e à formação profissional e compensações para servidores que se aposentarem. A Prefeitura afirma que o acordo busca adequar as condições de trabalho à Lei nº 7.445/2025, sobre função pública e serviço civil.

Outros setores sindicais dizem que foram excluídos das negociações e questionam o impacto financeiro dos compromissos. A oposição também pede mais tempo para examinar os custos. Os sindicatos defendem que o acordo dê garantias aos servidores diante de uma eventual mudança de administração.

Uma representante dos trabalhadores anunciou que, se os vereadores não comparecerem para realizar a sessão, o movimento poderá fechar a sede municipal e iniciar uma greve geral. Os manifestantes exigiram uma nova sessão já na sexta-feira (25) e ameaçaram manter a paralisação por tempo indeterminado até que o contrato seja recebido para análise. O protesto interrompeu serviços e dificultou momentaneamente a saída de pessoas que estavam no prédio; depois, os funcionários levaram a mobilização à avenida.

As eleições municipais estão previstas para 4 de outubro, segundo algumas das fontes; outras situam o episódio apenas dez dias antes do pleito. O impasse, portanto, ocorre em plena reta final da campanha, enquanto a falta repetida de quórum mantém o contrato fora da análise formal da Junta.

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Fontes (6)

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