Trem de Cercanías ganha aval unânime na Câmara e obras devem começar em 2027

A Comissão de Orçamento da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade as mudanças legais propostas pelo Executivo para acelerar o Trem de Cercanías, que ligará Assunção a Luque. A ministra de Obras Públicas, Claudia Centurión, afirmou que as obras começarão no primeiro semestre de 2027, com engenharia e supervisão já contratadas e equipe dos Emirados Árabes Unidos atuando no país.

O projeto do Trem de Cercanías deu mais um passo político decisivo nesta terça-feira (19). A Comissão de Orçamento da Câmara dos Deputados, presidida pela deputada Cristina Villalba, aprovou por unanimidade as modificações legais propostas pelo Poder Executivo para viabilizar a execução da obra por meio de acordos entre governos (G2G).

Após a reunião, a ministra de Obras Públicas, Claudia Centurión, afirmou que o plano ferroviário superou a fase de anúncios e agora avança com bases técnicas concretas. Segundo ela, a engenharia e a supervisão internacional já estão contratadas, e técnicos dos Emirados Árabes Unidos já trabalham em Paraguai acompanhando o desenvolvimento do projeto.

“Este trem já está em andamento, não para, e com o apoio dos congressistas vai se materializar em muito menos tempo”, declarou a ministra.

A previsão do governo é que as obras comecem no primeiro semestre de 2027. A primeira fase conectará Assunção a Luque, em um percurso de 18 quilômetros com nove estações estrategicamente distribuídas, incluindo pontos como Ñu Guasu, o Comitê Olímpico Paraguaio, o Jardim Botânico e a Estação Central.

Segundo estimativas iniciais, o trajeto completo levará cerca de 26 minutos e permitirá transportar mais de 40 mil passageiros por dia, com o objetivo de aliviar o trânsito congestionado da região metropolitana.

O sistema será 100% elétrico, característica que, segundo o MOPC, visa reduzir a poluição ambiental e os níveis de ruído urbano. O Trem de Cercanías faz parte de um pacote mais amplo de medidas para transformar o transporte público, que inclui a incorporação de ônibus elétricos e novos serviços de mobilidade urbana.

“É a resposta que o governo do presidente Santiago Peña dá a essa demanda e ao sofrimento dos cidadãos com o transporte público”, concluiu Centurión.