Paraguai reconhece falta de técnicos após ciberataque neutralizado com EUA

O Paraguai reconhece falta de técnicos em cibersegurança após neutralizar com apoio dos EUA um ciberataque atribuído à China, problema agravado pela concorrência salarial do setor privado.

Paraguai reconhece falta de técnicos após ciberataque neutralizado com EUA
Ilustração gerada por IA.

O Ministério de Tecnologias da Informação e Comunicação (Mitic) do Paraguai reconheceu uma escassez crítica de técnicos especializados em cibersegurança, um problema que ficou evidente após um ciberataque atribuído à China ocorrido há algumas semanas. O ataque foi neutralizado na sexta-feira passada por uma ação conjunta entre forças paraguaias e norte-americanas.

Pedro Martínez, diretor geral de Cibersegurança do Mitic, afirmou que foram implementadas medidas de curto prazo para combater novas ameaças, mas alertou que os ataques, sejam de origem estatal ou de hackers com motivação econômica, devem continuar. Ele destacou o apoio técnico e a experiência providos pela Embaixada dos Estados Unidos como fundamentais para a resposta efetiva ao incidente.

Martínez explicou que existe uma demanda extremamente elevada por profissionais qualificados em cibersegurança, que são majoritariamente absorvidos pelo setor privado devido aos salários mais atrativos. Enquanto no setor público os salários para cargos operativos giram em torno de 12 milhões de guaranis, no privado a remuneração média para posições similares varia entre 12 e 18 milhões de guaranis, podendo chegar a mais de 1 bilhão de guaranis mensais para cargos de liderança em multinacionais.

O desequilíbrio na distribuição de mão de obra qualificada entre os setores público e privado deixa entes governamentais mais vulneráveis. O setor financeiro é citado como exemplo de indústria que investe pesadamente em infraestrutura segura desde a concepção dos projetos.

Por parte do Ministério da Defesa, foi confirmado que o treinamento em ciberdefesa com o Comando Sul dos Estados Unidos é uma cooperação permanente. Um dos próximos objetivos das Forças Armadas é a criação de um Comando Conjunto de Ciberdefesa, com a missão de proteger o ciberespaço nacional por meio de operações de vigilância, prevenção, resposta e recuperação.

Fontes (1)

Atualizado: 14 de jul. de 2026, 01:30