Erico Galeano Segovia, que ocupou a bancada do oficialismo na Câmara de Deputados (2018‑2023) e, depois, no Senado (até 13 de maio de 2026), apresentou declarações juradas que mostram uma queda significativa de seu patrimônio. O valor total declarado passou de G$ 83.382.966.123 (cerca de US$ 13,58 mi) em 2018 para G$ 52.059.649.982 (cerca de US$ 8,48 mi) em 2023, uma diminuição de quase G$ 30 bilhões.
A principal causa foi a perda de participações acionárias em quatro empreendimentos: Estação de Serviços Alpina SA (G$ 9 bi), Mega Crucero SA (G$ 9,55 bi), Mercury Tabaco SA (G$ 0,2 bi) e Indupalma SA (G$ 3,2 bi). O total das ações desaparecidas supera G$ 21,9 bilhões.
No setor imobiliário, Galeano declarou 23 imóveis avaliados em G$ 48,68 bilhões em 2018. Em 2023, o número subiu para 33 propriedades, mas o valor agregado recuou para G$ 39,944 bilhões, representando perda de mais de G$ 8,7 bilhões.
Quanto aos veículos, a primeira declaração apontava sete rodados com valor de G$ 795 milhões; cinco anos depois constavam 21 veículos, porém com valor total de apenas G$ 1,277 bilhões.
O ex‑senador ainda não entregou a declaração de saída exigida pela lei, que estabelece prazo de 15 dias úteis após o término do mandato. A Contraloria Geral da República já havia identificado inconsistências em declarações anteriores, sobretudo em relação a imóveis e veículos não declarados.
Galeano permanece cumprindo pena no regime fechado da Unidade Penal de Máxima Segurança de Minga Guazú, após condenação por lavagem de dinheiro e associação criminosa no âmbito da operação “A Ultranza”. Este caso reacende o debate sobre a transparência patrimonial de parlamentares e ex‑autoridades no Paraguai, um tema de interesse para investidores e observadores internacionais preocupados com a governança e o combate à corrupção na região.