Santiago Peña anunciou em Nova York um investimento de US$ 200 milhões da J.P. Morgan Natural Capital e do Grupo Robinson para desenvolver o setor florestal no Paraguai. O desembolso está previsto para começar no primeiro trimestre de 2027, e a etapa inicial deve abranger cerca de 20 mil hectares para produção sustentável de madeira.
O anúncio ocorreu após uma reunião de trabalho na sede da J.P. Morgan, durante a agenda do presidente paraguaio na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas. A visita também incluiu a apresentação do Paraguay Investment Forum NYC 2026. Peña afirmou que a parceria deve levar ao setor privado paraguaio conhecimento técnico, inovação e experiência internacional, além de capital.
O projeto prevê a produção de madeira de alta qualidade e créditos de carbono. Quando as plantações atingirem maturidade, a intenção é processar a madeira no Paraguai e exportar produtos de maior valor agregado. A proposta também menciona a restauração de cobertura florestal nativa, mas esse componente foi descrito por uma das fontes sem confirmação independente nas demais.
O governo apresenta a iniciativa como alinhada ao Paraguay 2X, plano voltado a duplicar a economia por meio de investimento, produção, emprego e agregação de valor. A expectativa oficial é ampliar a atividade econômica e as oportunidades de trabalho no interior do país. A proposta de créditos de carbono foi divulgada com previsão de verificação independente e consenso das comunidades locais.
A J.P. Morgan Natural Capital é a divisão global de gestão de investimentos da J.P. Morgan Asset Management especializada em terras florestais e ativos baseados na natureza. Após a aquisição da Campbell Global, em 2021, a plataforma foi relançada e rebatizada em setembro de 2026. Ela tem mais de 40 anos de experiência, US$ 11 bilhões sob gestão e mais de 600 mil hectares em três continentes. O Grupo Robinson será o sócio local do projeto.
