Peña nega rompimento com Cartes e defende diálogo com médicos em greve iminente

Santiago Peña afirmou que não há rompimento com Horacio Cartes, atribuiu as críticas às eleições municipais, defendeu esclarecimentos sobre o pedido de informações ao Banco Central envolvendo o Ueno Bank e pediu continuidade do diálogo com médicos que ameaçam uma greve em 21 e 22 de setembro.

Peña nega rompimento com Cartes e defende diálogo com médicos em greve iminente

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou em 9 de setembro que não existe rompimento com Horacio Cartes, presidente da Associação Nacional Republicana (ANR), o Partido Colorado, e atribuiu parte das críticas ao governo à proximidade das eleições municipais de 4 de outubro.

“Não há nenhum rompimento”, disse Peña durante uma cerimônia de entrega de moradias do programa Che Róga Porã, em Limpio. A declaração ocorreu após recentes manifestações do senador Gustavo Leite, do movimento Honor Colorado, facção liderada por Cartes, que cobrou melhorias na gestão e afirmou que o partido precisará apresentar resultados para continuar competitivo.

Peña também rejeitou a interpretação de que um pedido de informações ao Banco Central do Paraguai (BCP), instituição responsável pela supervisão e regulação do sistema financeiro, seria um recado político contra ele. A solicitação, anunciada pelo presidente do Congresso, Basilio Núñez, e pelo líder da bancada de Honor Colorado, Natalicio Chase, envolve operações do Ueno Bank, instituição à qual o presidente esteve ligado anteriormente. Carlos Carvallo, atual presidente do BCP, foi presidente do banco antes de assumir o comando da autoridade monetária.

“As perguntas têm que ser respondidas, as dúvidas têm que ser esclarecidas”, declarou Peña. Ele acrescentou que o BCP possui “todas as faculdades legais e todas as ferramentas” para conduzir o trabalho e classificou como tentativa de criar discórdia a busca por intenções ocultas no pedido.

Na área da saúde, o presidente defendeu a continuidade das negociações com médicos que ameaçam realizar uma nova greve em 21 e 22 de setembro. A categoria rejeitou uma proposta do governo e registrou centenas de renúncias de especialistas, enquanto uma comissão especial do Senado acompanha a crise. Peña reconheceu que o reajuste não poderá atender todos os grupos na mesma proporção, devido às limitações orçamentárias, mas disse que o governo trabalha por um consenso.

Ao responder às críticas, o presidente afirmou que alguns setores ajudam a buscar uma solução, enquanto outros ficam “nas arquibancadas para atirar pedras”. A metáfora foi dirigida a opositores e críticos que, segundo ele, apresentam sugestões sem assumir a responsabilidade pelas decisões.

Peña ainda citou investimentos em medicamentos, alimentação escolar, livros e infraestrutura para defender sua administração. Sobre a queda do desempenho paraguaio em leitura e ciências na avaliação PISA de 2025 em comparação com 2022, afirmou que os efeitos das políticas educacionais só poderão ser medidos no longo prazo.

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Fontes (7)

Atualizado: 10 de set. de 2026, 01:00