Petropar reduz orçamento e volume de licitação de combustíveis de aviação e adia sessão para 23 de setembro de 2026

A Petropar reduziu o orçamento e o volume máximo de uma licitação para comprar combustíveis de aviação, elevou o preço de referência e remarcou a sessão para 23 de setembro de 2026.

Petropar reduz orçamento e volume de licitação de combustíveis de aviação e adia sessão para 23 de setembro de 2026

A Petróleos Paraguayos (Petropar) reduziu de US$ 24.308.840 para US$ 12.772.077 o orçamento máximo de uma licitação internacional para comprar combustíveis de aviação. O volume máximo previsto também caiu de 20 mil para 8,4 mil metros cúbicos. A abertura das propostas foi remarcada para 23 de setembro de 2026.

As mudanças foram incorporadas ao edital da Subasta a la Baja Electrónica Internacional nº 14/26, identificada pelo ID nº 484.812. A sessão, inicialmente prevista para 17 de agosto, foi adiada sucessivamente para 21 e 27 de agosto, 1º e 4 de setembro e, depois, 15 de setembro, até chegar à nova data.

Embora o orçamento e os volumes tenham sido reduzidos, Petropar elevou de 360 para 477,50 centavos de dólar por galão o preço de referência usado no cálculo do combustível. O parâmetro inclui o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e serve para estimar o custo por metro cúbico.

O edital revisado mantém a compra de querosene Jet A-1 para a Força Aérea Paraguaia, em Luque, o Aeroporto Internacional de Encarnación e terminais em San Antonio e Villa Elisa. O limite por lote caiu de 5 mil para 2,5 mil metros cúbicos, enquanto o mínimo foi fixado em 1,5 mil.

Para a gasolina de aviação AvGas 100 LL, usada principalmente por aeronaves com motores a pistão, a redução foi mais expressiva. Cada um dos três destinos poderá receber entre 100 e 300 metros cúbicos, contra um teto de 5 mil metros cúbicos por local no edital original.

A contratação integra o plano de entrada de Petropar no mercado de combustíveis aeronáuticos. A estatal pretende comprar os produtos para revendê-los, enquanto a Royal Energy S.A. foi apresentada como parceira responsável por investimentos, infraestrutura, conhecimento técnico e capacidade operacional. O projeto prevê a instalação gradual de cinco aeroplantas no país.

Continuam sem divulgação detalhes centrais da parceria, como o valor a ser investido pela Royal Energy, a localização das cinco unidades, o cronograma, a divisão das receitas e a distribuição dos riscos. Também não foi esclarecido qual procedimento selecionou a empresa. O presidente de Petropar, William Wilka, afirmou que a companhia foi escolhida por meio de um processo, mas não informou o marco normativo nem a data do acordo.

Nos registros mencionados no processo, Raúl Arnaldo Gavilán Cáceres aparece como presidente da Royal Energy, e Daiana Letizia María Ferrari Ginés, como representante legal e representante da empresa perante a Direção Nacional de Contratações Públicas (DNCP), órgão responsável por supervisionar as contratações públicas paraguaias. A companhia afirma ter experiência no segmento desde 2017, quando começou a distribuir produtos de aviação para uma multinacional que ainda atua no mercado local.

Wilka havia explicado que o orçamento original se referia apenas à compra do combustível, sem incluir a infraestrutura, e que os 20 mil metros cúbicos seriam uma projeção de abastecimento progressivo, não um estoque simultâneo. Após a revisão do edital, o presidente da estatal informou que apresentará explicações sobre a redução dos volumes e do orçamento.

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Fontes (1)

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