Autoridades brasileiras apreenderam na noite de sexta-feira (20) parte do que seria o material explosivo usado no megaassalto a bancos ocorrido na terça-feira (16) em Santa Rita, no departamento de Alto Paraná. A apreensão aconteceu durante um patrulhamento na faixa de fronteira e resultou na detenção de dois ocupantes de uma caminhonete Hyundai Santa Fe, que foram levados à Polícia Federal em Foz do Iguaçu.
A operação conjunta envolveu a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/PR), o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), o Esquadrão Antibombas do BOPE e o 14º Batalhão da Polícia Militar de Itaipulândia, no estado do Paraná. Por volta das 22h53, os agentes avistaram o veículo em atitude suspeita em área rural próxima à fronteira, no bairro de San José do Itavó, região conhecida por contrabando, tráfico de drogas e armas.
Inicialmente, nada de ilícito foi encontrado com os ocupantes. Porém, durante a inspeção do veículo, os policiais localizaram uma bolsa no banco traseiro contendo um material com características de emulsión explosiva, com indícios de já possuir cordão detonante acoplado. Diante do risco, foi acionado o protocolo para incidentes com explosivos e convocado o Esquadrão Antibombas, com equipe de Curitiba, que fez os procedimentos técnicos no local.
Os dois suspeitos foram encaminhados à Polícia Federal de Foz do Iguaçu, onde também foi apreendido um telefone celular. A investigação tenta agora determinar a origem, a destinação e a possível ligação do material com organizações criminosas que atuam na região de fronteira.
O megaassalto ocorreu na madrugada de terça-feira (16) contra os bancos GNB, Familiar e Ueno, além da casa de câmbio Santa Rita Cambios, no centro de Santa Rita. Segundo o balanço inicial, o prejuízo foi estimado em cerca de G. 3 bilhões e US$ 100 mil, valores que ainda não foram recuperados. Houve detidos e evidências apreendidas, mas o dinheiro roubado segue sem paradeiro.
