O senador Líder Amarilla, do Partido Liberal Radical Auténtico (PLRA), acusou a maioria oficialista no Congresso Nacional de impor uma "ditadura da maioria" ao controlar os principais órgãos de poder do Estado. Ele afirmou que o sistema republicano está sofrendo um preocupante retrocesso democrático devido à falta de pluralidade nas nomeações para instituições de controle.
O parlamentar criticou especificamente o processo de escolha do próximo controlador-geral da República, alegando que as decisões já estariam definidas pelo setor governista sem consulta à sua bancada. Segundo Amarilla, há uma intenção de manter Camilo Benítez Aldana no cargo para um terceiro mandato, o que, em sua interpretação, viola a Constituição Nacional, que permite apenas dois períodos.
Amarilla também questionou a possível continuidade do atual subcontrolador, Augusto Paiva, argumentando que ele não representa institucionalmente o PLRA. Ele denunciou o que chamou de "copamiento" de órgãos extrapoder, como o Jurado de Enjuiciamiento de Magistrados e o Consejo de la Magistratura, que estariam sendo monopolizados por pessoas politicamente afins ao oficialismo.
Como exemplos recentes, citou a designação de Pedro Diaz Verón para o Jurado de Enjuiciamiento de Magistrados, em substituição a Derlis Mainada, e a manutenção de Mario Varela e Édgar López em seus cargos de representação. "A maioria não tem direito de atropellar", declarou o senador, enfatizando que a Constituição exige controle recíproco e participação de todos os setores.
Em tom mais grave, Amarilla comparou o cenário político atual com épocas autoritárias do passado, mencionando a ditadura de Alfredo Stroessner. Ele alertou que a concentração de poder em um único grupo político enfraquece a fiscalização e a transparência, elementos essenciais para um sistema republicano saudável.
