Canadá investiga primeiro caso suspeito de hantavírus ligado a cruzeiro MV Hondius

Autoridades sanitárias canadenses monitoram 36 pessoas após passageiro do cruzeiro MV Hondius apresentar sintomas leves de hantavírus. O caso, ainda não confirmado, ocorre em meio a um surto que já causou três mortes e ao menos onze infecções entre viajantes.

Um passageiro canadense do cruzeiro MV Hondius, que enfrenta um surto de hantavírus, apresentou sintomas leves da doença, informaram autoridades sanitárias neste sábado (16). O paciente, um dos quatro canadenses que estavam a bordo e foram isolados na província da Colúmbia Britânica, está hospitalizado em Victoria, no oeste do Canadá, com febre e dor de cabeça, em estado estável e em isolamento.

A diretora de saúde da Colúmbia Britânica, doutora Bonnie Henry, afirmou que o resultado positivo ainda é preliminar e precisa ser confirmado pelo Laboratório Nacional de Microbiologia de Winnipeg nos próximos dias. “Não é o que esperávamos, mas é o que havíamos previsto”, declarou, acrescentando que o hantavírus não tem potencial pandêmico comparável ao de vírus respiratórios como o da covid-19, gripe ou sarampo.

Além do paciente, outros dois passageiros foram hospitalizados por precaução, e um quarto está em quarentena em domicílio particular. Os quatro foram transferidos para a Colúmbia Britânica depois que o cruzeiro atracou nas Ilhas Canárias, na Espanha. Segundo as autoridades, eles não tiveram contato com o público desde a chegada ao aeroporto de Victoria, e os profissionais de saúde utilizaram equipamentos de proteção.

O Canadá monitora ao todo 36 pessoas direta ou indiretamente ligadas ao surto do MV Hondius. Além dos quatro evacuados há uma semana após o navio chegar a Tenerife, outras duas pessoas que deixaram o cruzeiro antes da declaração do surto estão em quarentena. O restante são pessoas que compartilharam voos com casos conhecidos e apresentam risco muito baixo de desenvolver a doença.

O hantavírus é geralmente transmitido por inalação de partículas contaminadas por excrementos de roedores, mas a cepa dos Andes, que teria afetado o MV Hondius, pode ser transmitida entre pessoas em casos raros.