Na manhã desta terça-feira, Juan Emilio Galeano, uma das vítimas da máfia dos pagarés, interceptou o presidente da Corte Suprema de Justiça, Alberto Martínez Simón, nos corredores do primeiro andar do Palácio da Justiça, em Assunção, para denunciar um embargo que considera ilegal.
Galeano relatou a Martínez Simón que enfrenta um processo executivo milionário, já quitou a dívida original, mas agora sofre um segundo embargo no valor de G. 100 milhões. Para evitar a medida, decidiu se apresentar a uma convocação de credores. Ele sustenta que não reconhece a dívida, por considerá-la oriunda de uma empresa ilegal e com juros usurários.
“Prefiro ir para a cadeia antes de pagar a esses delinquentes”, disse Galeano ao ministro, que ouviu atentamente e perguntou se ele já tinha um advogado para assessorá-lo. Galeano afirmou que possui um informe do Banco Central do Paraguay que conclui que a firma envolvida opera de forma ilegal.
Durante a conversa, Galeano também explicou que recentemente conseguiu um advogado para impulsionar uma denúncia e pedir investigação do caso, já que antes não tinha recursos para pagar. Martínez Simón pediu que ele e seu advogado mantenham a Corte informada sobre a situação e denunciem o caso para que possa ser investigado.