A Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) iniciou o processo de socialização e censo para o projeto da linha de transmissão de alta tensão Valenzuela-Guarambaré, uma obra de aproximadamente 70 quilômetros financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A infraestrutura, que faz parte do Programa de Expansão do Sistema de Transmissão em Alta Tensão – Fase II, cruzará os territórios de cinco municípios: Valenzuela, Paraguarí, Carapeguá, Sapucaí e Escobar.
Segundo a advogada Laura Aranda, chefe da Oficina de Responsabilidade Socioambiental da ANDE, as apresentações às comunidades já começaram e se estenderão até a próxima semana. O objetivo é informar sobre a obra e dar início às compensações para os 165 proprietários de terrenos afetados pela faixa de servidão da linha.
A ANDE enfatiza que o mecanismo utilizado é uma compensação econômica, e não uma indenização por expropriação. "A linha não passa sobre a moradia, mas nos limites dos terrenos. Eles continuam sendo proprietários e podem usar a área para plantações de baixa altura e pastagens", explicou Aranda, diferenciando o processo daqueles realizados pelo Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC).
Para definir os valores das compensações, um censo socioeconômico está sendo realizado pela consultora Weimpact, contratada pelo BID, em conjunto com técnicos da estatal. O trabalho de campo ocorrerá de 20 a 31 de julho, exclusivamente com os moradores localizados na faixa de servidão. Os montos variarão conforme a localização e dimensão de cada terreno, baseando-se em tabelas do MOPC e do Cadastro.
A ANDE informou que todos os técnicos da consultora estarão acompanhados por seu pessoal devidamente identificado durante as visitas. Para consultas ou denúncias, a população pode entrar em contato com a Direção de Gestão Ambiental da ANDE via WhatsApp.
