A ANDE reportará 10 mil clientes inadimplentes à Equifax para forçar o pagamento de dívidas, mantendo paralelamente sua campanha de flexibilização de pagamentos.
Administración Nacional de Electricidad
A ANDE é a estatal paraguaia de energia elétrica. Ela opera grande parte da rede elétrica e é central nos debates sobre tarifas, investimentos e uso da energia hidrelétrica do Paraguai.
A ANDE recebeu propostas de até US$ 110 milhões em licitações para duas subestações, processos marcados por impugnações técnicas entre os consórcios concorrentes.
O senador opositor Rafael Filizzola acusa o governo Peña de descontrole e impunidade em casos de corrupção, citando como exemplos o depósito irregular de fundos do IPS no Ueno Bank, a suposta leniência com o ex-titular da Seprelad Óscar Boidanich, o arquivamento de denúncias sobre a Itaipú e a absolvição do presidente em investigação patrimonial.
A ANDE iniciou um censo socioeconômico para definir compensações financeiras a 165 proprietários de terrenos afetados pela faixa de servidão da nova linha de transmissão Valenzuela-Guarambaré, um projeto de 70 km financiado pelo BID que atravessará cinco municípios.
O Paraguai iniciou gestões com a Agência Internacional de Energia Atômica para estabelecer as bases de um programa de energia nuclear, visando diversificar sua matriz energética dominada por hidrelétricas.
A empresa britânica Atome busca um acordo com a ANDE para resolver o impasse no contrato de energia e destravar sua fábrica de fertilizantes em Villeta, projeto financiado e apoiado por instituições internacionais que promete gerar milhares de empregos.
O Paraguai executou apenas 34,3% dos US$ 602,3 milhões em empréstimos bilaterais para obras públicas, deixando US$ 395,7 milhões sem utilização.
O presidente do IPS, Isaías Fretes, encontrou equipamentos hospitalares avaliados em US$ 20 milhões abandonados e sem uso no Hospital Central, o que motivou a abertura de auditorias e a possibilidade de denúncias ao Ministério Público por suposto dano patrimonial.
A Atome PLC teve suas ações suspensas na Bolsa de Londres devido ao atraso na publicação de suas demonstrações financeiras, causado por negociações pendentes com a ANDE sobre o contrato de energia para seu projeto de fertilizantes verdes em Villeta.
O projeto Atome, que prevê produção de hidrogênio no Paraguai com energia subsidiada pela ANDE, pode custar US$ 1,6 bilhão aos cofres públicos em 15 anos, reduzir empregos e ameaçar a soberania energética do país, segundo críticas do especialista Ricardo Canese.
A ANDE rejeitou formalmente o pedido da Atome PLC por tarifa preferencial de energia no Paraguai, após análise técnica e financeira concluir que não era viável conceder a tarifa fixa dolarizada de US$ 30 o MWh pleiteada pela empresa britânica.
O desmonte das sete torres de alta tensão na avenida Costanera Norte de Assunção, parte do soterramento de quase 3 km da linha, deve ser concluído até sexta-feira, 24 de julho, segundo o MOPC.
Um acordo para fornecer energia elétrica à planta de fertilizantes da Atome em Villetta, com tarifa preferencial de US$ 30 por MWh, pode gerar um prejuízo de US$ 750 milhões ao Paraguai e à ANDE ao longo de 15 anos.
A União de Engenheiros da ANDE propôs limitar a 700 MW o consumo das indústrias eletrointensivas no Paraguai, como centros de dados e projetos de inteligência artificial, para preservar a segurança energética do país e evitar comprometer recursos estratégicos no médio e longo prazo.
Empresas brasileiras estão interessadas em instalar usinas solares e pequenas centrais hidrelétricas no Paraguai, aproveitando o novo marco legal que permite a comercialização de energia elétrica no país, tanto para a ANDE quanto por meio de acordos entre privados.
O Paraguai enfrenta uma crise energética iminente devido a um aumento de 21% no consumo elétrico nos primeiros quatro meses do ano, a um atraso de cerca de dois anos no Plano Maestro de Obras da ANDE e a um déficit de investimentos, que atualmente são de US$ 340 milhões anuais frente aos US$ 900 milhões necessários por década, podendo esgotar o excedente energético de Itaipú e Yacyretá até 2029.
Ricardo Canese criticou o presidente Santiago Peña por conceder subsídios a empresas eletrointensivas que geram 433 vezes menos empregos por megavatio do que as Mipymes paraguaias.
Victorio Oxilia alerta que tarifas de energia abaixo do custo real da ANDE para indústrias eletrointensivas podem comprometer as finanças da estatal paraguaia.
A Atome PLC anunciou a decisão final de investimento de US$ 665 milhões para construir uma planta de fertilizantes verdes em Villeta, Paraguai, condicionada à aprovação de uma tarifa elétrica preferencial pela ANDE para garantir a viabilidade financeira do projeto.
O governo paraguaio defendeu a tarifa preferencial de US$ 30 por MWh concedida à empresa Atome para produção de fertilizantes verdes, argumentando que o valor é justificado pela eficiência operacional e baixas perdas de transmissão, enquanto o sindicato dos trabalhadores da ANDE e especialistas criticam a medida e apontam fragilidades regulatórias no setor elétrico.
Quatro sindicatos da ANDE entraram com ação de inconstitucionalidade contra os decretos presidenciais 5306, 5307 e seus modificatórios 5860 e 5861, assinados pelo presidente Santiago Peña, alegando que as medidas causariam dano patrimonial significativo à estatal de energia elétrica — responsável pela gestão da energia da usina binacional de Itaipú — e resultariam em um subsídio de 15 anos a um grupo empresarial ligado a criptomineração, data centers e produção de hidrogênio, cujo custo seria repassado à população por meio da tarifa elétrica.
A ANDE realizou uma audiência pública virtual com mais de 380 participantes sobre a licitação internacional para a construção da primeira grande usina solar fotovoltaica do Paraguai, com 140 MW de potência, em Loma Plata, no Chaco paraguaio, incluindo a montagem da planta, uma linha de transmissão de 7 km em 220 kV e a ampliação da subestação local.
As transferências da Itaipú Binacional ao Paraguai somaram US$ 205,2 milhões de janeiro a maio de 2026, uma queda de 12,53% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram remetidos US$ 234,6 milhões, com a compensação por cessão de energia registrando a maior redução, de 34,15%.
As baixas tarifas de eletricidade da ANDE, uma das mais baratas do mundo, estão impedindo o crescimento da energia solar residencial no Paraguai, tornando a injeção de excedentes na rede pouco atrativa financeiramente no curto prazo.