TSJE defende segurança de chips e máquinas de votação para as internas de 7 de junho

O Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE) do Paraguai reafirmou a confiabilidade do sistema de voto eletrônico para as internas partidárias de 7 de junho, detalhando mecanismos de criptografia e validação dos chips RFID nas cédulas, além de auditorias abertas a partidos.

Em meio a questionamentos sobre o sistema de voto eletrônico para as internas partidárias de 7 de junho, o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE) do Paraguai defendeu a segurança dos chips RFID incorporados nas cédulas e das máquinas de votação. Em entrevistas a veículos de comunicação, dois diretores da instituição explicaram os mecanismos de proteção e as auditorias disponíveis.

Fausto Von Streber, diretor de Tecnologias da Informação e Comunicação do TSJE, afirmou que cada cédula contém um chip que funciona como dispositivo de armazenamento de dados e só permite um voto válido ao interagir com a máquina da mesa eleitoral correspondente. Antes de liberar o voto, o sistema verifica a autenticidade do chip para impedir irregularidades. Von Streber destacou que as informações no chip são criptografadas e que as chaves variam conforme a máquina e as credenciais habilitadas para a votação. Ele lembrou que tecnologia similar foi usada na Argentina, onde surgiram críticas sobre leitura remota dos dados; por isso, o Paraguai exigiu mecanismos adicionais de segurança e criptografia para evitar acessos externos.

Carlos María Ljubetic, diretor de Processos Eleitorais do TSJE, reforçou a confiabilidade das máquinas e afirmou que, desde julho de 2025, o cronograma eleitoral previa todo o mês de janeiro para verificação e auditoria dos equipamentos. “Convidamos todos os partidos políticos, técnicos, informáticos e apoderados para verificar e auditar as máquinas de votação”, disse. Segundo ele, os participantes usaram antenas, ímãs, raios laser e outros recursos para tentar encontrar vulnerabilidades, mas “nunca puderam demonstrar nada”. Ljubetic reconheceu que ainda há setores políticos com dúvidas e comparou essas posições aos movimentos antivacinas: “Sabemos que a vacina serviu à humanidade por séculos, mas continuam insistindo. Como convencê-los se são teorias?”.

Ljubetic informou que os partidos continuam revisando o HASH das máquinas para verificar se o software não foi adulterado e que as auditorias prosseguem. Ele explicou que as máquinas não possuem disco rígido e passam por um processo permanente de inicialização e verificação do sistema, sendo todos os procedimentos verificáveis tanto do ponto de vista informático quanto por controles humanos.