A Associação de Produtores de Soja, Oleaginosas e Cereais do Paraguai (APS) prepara a Abertura Nacional da Semeadura de Soja 2026/27 e projeta uma área de cultivo entre 3,6 e 3,7 milhões de hectares para a nova campanha. O encontro analisará as perspectivas do novo ciclo. A estimativa supera a superfície de cerca de 3,4 milhões de hectares registrada na safra 2025/26; segundo a Capeco, a área foi de 3,407 milhões de hectares. O resultado dependerá do clima, dos preços e dos custos de produção.
A abertura simbólica do novo ciclo ocorrerá em 3 de setembro, em J. Eulogio Estigarribia, no departamento de Caaguazú, durante a quarta edição do evento Siembra Paraguay. A atividade, realizada sob o lema “Ñañemitỹ ñepyrũta”, reunirá produtores, autoridades, empresas e representantes da cadeia de grãos. A APS também completa 27 anos de atuação neste ano.
As expectativas iniciais são favoráveis em relação à umidade e ao desenvolvimento das lavouras. A principal preocupação está na rentabilidade, diante da oscilação dos preços internacionais, dos custos de produção, do preço do combustível e das condições de comercialização.
Lindemar Cesca, presidente da APS, afirmou que os produtores têm conhecimento técnico e domínio do manejo das lavouras, mas definiu o mercado como uma “incerteza total”. Segundo ele, fatores geopolíticos podem alterar tanto os preços da soja quanto os custos enfrentados pelos agricultores durante a campanha.
Os dados da Câmara Paraguaia de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas (Capeco), entidade que reúne exportadores e comercializadores de grãos, mostram a expansão e o ganho de produtividade do setor. Na campanha 1999/2000, a soja ocupava cerca de 1,2 milhão de hectares, com produção de 2,91 milhões de toneladas e rendimento médio de 2.426 quilos por hectare.
Na safra 2025/26, a área foi de cerca de 3,4 milhões de hectares — 3,407 milhões, segundo a Capeco —, a produção foi estimada em 11,5 milhões de toneladas e o rendimento médio alcançou 3.374 quilos por hectare. A evolução está associada à mecanização, ao desenvolvimento de novas variedades, ao uso de ferramentas de agricultura de precisão e à adoção de práticas de manejo mais eficientes.
A escolha de J. Eulogio Estigarribia, também conhecida como Campo 8, faz parte da proposta de levar a abertura nacional a diferentes regiões produtoras. O evento pretende destacar o trabalho no campo e discutir as perspectivas da soja, uma das principais cadeias agrícolas de exportação do Paraguai.
