O auditor-geral do Poder Executivo, Alberto Cabrera, confirmou que a auditoria sobre o patrimônio imobiliário do Instituto de Previsão Social (IPS) será concluída até o final de agosto. A investigação abrange aproximadamente 900 imóveis pertencentes à entidade previdenciária e busca determinar seu destino e rentabilidade.
“Solicitamos, dentro do nosso pedido de auditoria, o organograma da instituição. Acreditamos que, se tudo correr normalmente e as documentações forem fornecidas em tempo e forma, até o final de agosto poderemos emitir um relatório final”, declarou Cabrera.
O auditor detalhou que será feita uma revisão completa das propriedades, com uma amostra representativa para conhecer a situação real da instituição. “Este é um trabalho interinstitucional; na auditoria, precisamos nos vincular ao Registro Geral da Propriedade para ver a situação real de cada imóvel titulado”, explicou.
Além disso, será verificado o estado de disponibilidade dos imóveis. “Não vamos nos contentar apenas com os títulos; precisamos saber em que situação esse título de propriedade se encontra”, enfatizou Cabrera.
O ministro afirmou que também recorrerá à Escribanía Mayor de Governo para facilitar a obtenção de informações junto ao Registro de Propriedade. “Também precisamos trabalhar com o Instituto Geográfico Militar, que possui técnicos e tecnologia para determinar todos os georreferenciamentos mencionados nos títulos. Se houver uma propriedade do IPS em Bahía Negra, com essa informação verificaremos se ela existe fisicamente”, acrescentou.
Cabrera admitiu que será “um trabalho muito complexo”, pois será necessário verificar a existência, a dimensão e as condições de cada imóvel. Após o mapeamento dos terrenos, também serão identificados os responsáveis pela administração. “É para determinar quem são os responsáveis nesse processo de cadeias de tomada de decisões. Como diz a Controladoria, se houver indícios de atos ilícitos, automaticamente informaremos à Presidência do IPS para investigação interna, e esses indícios também podem ser encaminhados ao Ministério Público”, concluiu.