Banco Central do Paraguai mantém posição neutra e não intervém na queda do dólar frente ao guaraní

O Banco Central do Paraguai mantém posição neutra e não intervém na queda do dólar frente ao guaraní, atribuindo a desvalorização a fatores externos, melhorias econômicas internas e uma safra recorde de soja.

O Banco Central do Paraguai (BCP) divulgou um relatório explicando as razões para a queda na cotação do dólar frente ao guaraní e justificando sua posição neutra de não intervir no mercado cambial. A moeda norte-americana fechou recentemente em 6.100 guaranis, acumulando uma desvalorização de 9% no ano e quase 25% em doze meses.

O BCP destacou que a desvalorização do dólar é resultado de uma combinação de fatores externos e internos. Entre os externos, está a fraqueza global do dólar, que tem perdido força em mercados internacionais, levando várias moedas a se apreciarem, incluindo o guaraní. Internamente, melhorias estruturais na economia paraguaia reforçam a confiança na moeda local, influenciando positivamente o câmbio.

O relatório também mencionou o impacto de uma safra recorde de soja, que aumentou a entrada de divisas no país, gerando um efeito pontual no mercado cambial. O Banco Central ressaltou que essa influência é conjuntural e não indica uma mudança permanente na tendência do câmbio.

Em resposta a questionamentos, especialmente de setores exportadores que enfrentam perdas devido à valorização do guaraní, o BCP explicou que, enquanto houve forte intervenção para conter a valorização do dólar no primeiro semestre de 2025, a atual queda da moeda americana não justifica ações semelhantes. O Senado paraguaio chegou a solicitar um relatório ao BCP sobre os fundamentos para a não intervenção, com prazo de 15 dias para resposta.

O Banco Central afirmou que não identifica sinais de uma política monetária restritiva que justifique a valorização do guaraní, mantendo sua postura neutra. A instituição continuará monitorando as condições macroeconômicas e financeiras nacionais e internacionais, pronta para agir caso o equilíbrio financeiro seja ameaçado ou a estabilidade de preços comprometida.

Fontes (1)

Atualizado: 3 de jun. de 2026, 15:06